Brasileiros estão comprando óleo vegetal por #azeite - já que 45 marcas de azeite, das 140 coletadas nos últimos dois anos, apresentam irregulares. É o que apurou o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) em amostras colhidas em 12 estados e no Distrito Federal, num total de 322.329 litros. A #fraude mais comum das envazadoras é utilizar de óleo vegetal com azeite lampante (extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas) impróprio para o consumo.

No Estado do Paraná, por exemplo, foram encontrados produtos vendidos como azeite de oliva, mas com composição de 85% de óleo de soja e 15% de lampante. As autuações levaram a apreensão dos produtos e multas de R$ 532 mil por irregularidade encontrada.

Publicidade
Publicidade

As fraudadoras também foram denunciadas ao Ministério Público e a abertura de inquérito policial.

Foram fiscalizados e inspecionados 279 amostras de 214 lotes. Desse total, 38,7% estão irregulares onde 79% apresentam produto de má qualidade (produto ruim vendido como bom).

As marcas que apresentaram fraudes são Astorga, Carrefour, Almeirim, Conde de Torres, entre outras, geralmente são vendidos por valor menor o que atrai o consumidor. Andorinha, Aro, Apolo, Borges, Belo Porto, Carrefour Discount passaram nos testes.

O MAPA informa intensificou a fiscalização de azeite de oliva, desde a semana passada, mas os resultados de 2017 serão divulgados futuramente. Por hora, o que foi apurado na primeira semana de abril de 2017 resultou no recolhimento de 243 mil litros do produto com suspeita de fraude.

Publicidade

Classificação

Um bom azeite contribui para o controle do colesterol, favorece a saúde cardiovascular, auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis da dieta (vitaminas A, D, E, K) é fonte de antioxidantes, pode prevenir doenças degenerativas e câncer, além de ter ação anti-inflamatória. Para ser considerado bom, o azeite possui três classificações: extra virgem (acidez entre 0,8% e 2%), virgem (acidez menor que 0,8%), lampante (acidez maior que 2%). João Calderón, em seu artigo para a Revista Adega, compara o azeite a um suco oleoso. “É assim que podemos chamar um azeite de oliva de qualidade, obtido a partir de um fruto fresco, em boas condições de maturação, evitando qualquer tipo de manipulação ou tratamento que venha a alterar a natureza química de seus componentes. Por isso, pode-se considerar um suco, e de polpa, como outros tantos, da polpa da oliva prensada, alcançando porcentagens que vão de 15% a 25%.”, declara.

Para o consumidor evitar ser enganado, além do preço (cuidado com algo muito abaixo do padrão) é importante verificar o local – já que os envazados no país de origem tem mais dificuldade de apresentar fraudes, como misturas.

Publicidade

Além disso, qualquer adição ou mistura com outros óleos vegetais requer que o produto seja rotulado como “Óleo misto ou composto”.

Também é importante estar atento à data de fabricação. Segundo especialistas, o azeite de oliva, ao contrário de alguns vinhos, é tanto melhor quanto mais jovem. Eles explicam que apesar de não ser correto afirmar que qualquer azeite de oliva, por ser jovem, é automaticamente melhor do que outro mais antigo, um determinado azeite será sempre melhor no começo de sua vida, ou seja, tão recente esteja do processo prensa do fruto da oliva, do que no fim dela.

A validade do produto, no momento da compra, também deve ser fator de atenção do consumidor - que pode até fazer sabonete de azeite, caso tenha adquirido um produto de boa qualidade. #colesterolbom