Na tarde desta quinta-feira (27/04), após ser expedido mandado de prisão, o goleiro Bruno se apresentou à polícia e voltou a ser preso. Bruno foi levado para o Presídio de Varginha, onde sua defesa pretende mantê-lo preso, caso ele consiga progressão para o regime aberto. O goleiro já havia se apresentado à polícia na tarde de terça-feira (25/04) na Delegacia Regional de Varginha, porém foi liberado. Atualmente, o goleiro Bruno jogava pelo Boa Esporte Clube, de Varginha, de Minas Gerais.

Bruno foi preso em 2010, acusado de envolvimento no assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samúdio e pelo sequestro do filho Bruninho e, em março de 2013, foi condenado a 22 anos e 3 meses de #Prisão por júri popular, sendo 17 anos e 6 meses em regime fechado e os demais anos em regime aberto.

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Porém, ao completar 6 anos e meio na prisão o Ministro Marco Aurélio Mello concedeu liberdade a Bruno através de habeas corpus.

Ao conceder a liberdade ao goleiro, o ministro Marco Aurélio Mello entendeu que o goleiro poderá ficar em liberdade enquanto o recurso contra a condenação não é julgado, portanto, que o goleiro tinha o direito de aguardar em liberdade a decisão sobre os recursos apresentado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) contra a condenação que recebeu. No pedido de habeas corpus, a defesa de Bruno alegava demora de mais de três anos para que seu caso fosse para a segunda instância.

Deste modo, Bruno estava recorrendo à Justiça em liberdade. Porém, nesta terça-feira (25/04) o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar a liminar que concedia liberdade à Bruno, através de reavaliação do caso pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do pedido de liberdade), Rosa Weber e Luiz Fux que votaram pela volta à prisão de Bruno e o ministro Marco Aurélio que tinha concedido liberdade a Bruno e votou contra a volta do goleiro à prisão.

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Portanto, por três votos a um, o Supremo Tribunal Federal decidiu pelo retorno imediato do goleiro Bruno à prisão.

Para esta decisão, os ministros também levaram em conta o depoimento da mãe de Eliza Samúdio, que alega estado de ameaça à sua vida e de seu neto com a liberdade do goleiro.

O procurador-geraL da República, Rodrigo Janot, já havia pedido ao Supremo Tribunal Federal o retorno do goleiro à prisão, através de um parecer, que também teve peso na decisão dos ministros do STF.

Até o momento, o Boa Esporte Clube (MG) não se manifestou sobre a volta à prisão do goleiro do time. #Futebol