Na última semana, a distribuição de ovos de páscoa estragados a crianças da rede pública de ensino chocou os moradores de São Paulo. Ao todo foram quase cinco mil ovos de chocolate distribuídos nas escolas municipais pela prefeitura de diversos municípios. O ato imprudente e que atentou contra a vida das crianças, acabou com a internação de um bebê de um ano e quatro meses devido a uma reação alérgica ao produto. A criança precisou ser internada e receber cuidados médicos depois ingerir o ovo de páscoa que estava mofado e com larvas vivas na embalagem e no produto. O caso aconteceu em Bertioga, o menino teria comido o chocolate que o irmão mais velho de oito anos recebeu na escola onde estuda.

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Segundo a mãe que ficou desesperada com a situação, como o ovo estava quebrado ela não teria percebido que o chocolate estava impróprio para consumo. Sobretudo porque ela nunca imaginou que prefeitura pudesse distribuir alimentos estragados às crianças. O menino mais velho teria chegado em casa e compartilhado com o irmão o Ovo de Páscoa já com larvas. De acordo com a genitora, logo no dia seguinte a criança pequena começou a apresentar um exantema extenso e difuso pelo corpo, além de febre. A mãe levou o filho para o pronto atendimento onde ele recebeu antialérgicos e precisou ser internado para receber hidratação venosa com soro. De acordo com a equipe médica que atendeu o bebê provavelmente ele teve uma reação alérgica ao alimento estragado.

Segundo informou a prefeitura, que agora vai abrir uma sindicância para apurar os fatos, o chocolate foi fornecido pelo Fundo Social de Solidariedade.

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Muitas embalagens apresentavam data de validade dentro do prazo adequado, mas ainda assim estavam mofadas, e com larvas. Ao que tudo indica a data de fabricação e validade foram adulteradas para que os chocolates pudessem ser distribuídos. A presidente da organização que forneceu os ovos de páscoa se desculpou pelo acontecido, e prometeu trocar todos os chocolates estragados por outros de boa qualidade. Esse foi o único caso de ingestão do alimento estragado, que teve que ser hospitalizado e receber atenção médica. Apesar das desculpas oferecidas, e da prefeitura dizer que está tomando as medidas cabíveis, a situação é desastrosa e vexatória. A mãe da criança está revoltada e pede que alguma coisa real seja feita, pois a vida de seu filho foi colocada em risco devido à imprudência dos gestores.

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