Por conta de um desentendimento na faixa da areia da Praia de Imbé, no Rio Grande do Sul, banhistas e proprietários de quiosques transformaram a orla em uma arena de luta livre.

A confusão generalizada teve muita pancadaria e foi toda registrada pelo celular de uma turista que estava bem próxima. Inclusive, o companheiro dela também se envolveu na #Briga.

Pelo que as imagens mostram, tudo começou quando um dos responsáveis por um quiosque da praia resolveu tirar satisfações com um vendedor ambulante idoso que estava trabalhando vendendo pasteis. Ao que tudo indica, o comerciante legalizado não queria concorrência de autônomos por perto.

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Mas a atitude do pequeno empresário, que visava preservar a clientela em seu ponto comercial, pode ter gerado o efeito justamente contrário. Ao verem a postura autoritária do permissionário do quiosque, de camisa laranja, os banhistas ficaram indignados e saíram na defesa do trabalhador informal. Quando o homem de laranja começou a trocar golpes com o ambulante, de roupa azul, o caldo engrossou de vez e a briga se tornou generalizada.

Os veranistas foram para cima do quiosqueiro, que não queria largar de jeito nenhum o ambulante. Socos, empurrões e chutes de todos os lados foram filmados. Muita gente gritando e chorando.

Tudo ficou ainda mais violento quando um outro homem de camiseta laranja gritou “covardes” e foi para cima dos banhistas para proteger o outro quiosqueiro.

“Covardes são vocês”, gritou a moça que fazia as filmagens.

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O segundo homem que tentou defender o quiosqueiro apanhou bastante e até cadeirada levou do ambulante. A briga começou a diminuir um pouco quando todos viram sangue escorrer pelo rosto do permissionário do comércio à beira-mar.

“Deixa, não se envolve mais. Ele já está até sangrando, vão perder a razão. Não vale a pena se esquentar com esses idiotas”, disse a mulher que registrava as cenas.

Um rapaz ainda acerta um último chute nas costas do quiosqueiro, que é obrigado a sair de perto e recuar. O ambulante foi embora dizendo que voltaria.

Outro veranista, muito bravo com a situação, gritou que a praia não tem dono e que nela pode trabalhar quem quiser. “Tá achando que a praia é sua? A praia é de todo mundo, otário. Isso é pra você aprender a deixar de ser trouxa”.

Em nenhum momento foi vista presença de guardas municipais ou policiais para coibir a situação que causou riscos a quem só tentava relaxar.