Entre todas as manifestações de oposição à #Reforma da Previdência, a de maior impacto ocorreu na última terça-feira, 18. Representantes de sindicatos do setor de segurança pública invadiram o Congresso Nacional em protesto contra as polêmicas alterações defendidas pelo #Governo, as quais devem ser votadas em maio. ‘

No começo da #Manifestação, o grupo espalhou caixões e cruzes na Esplanada dos Ministérios, e na sequência queimou-os. Depois, eles invadiram o Congresso e vidros da entrada foram quebrados, naquele que foi o momento mais tenso do ato.

Os manifestantes foram enfrentados pela Polícia Legislativa, que usou gás de pimenta e bomba de efeito lacrimogênio.

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Não há notícias de feridos, mas cinco manifestantes foram detidos.

Como sinal da oposição em relação às mudanças da Previdência, a Polícia Militar não prestou auxílio na segurança da parte externa do Congresso.

O que reivindicam os policiais?

Atualmente, a classe dos policias não possui um teto de idade para a aposentadoria. Assim, eles colocam-se contra o estabelecimento da idade mínima para a categoria e argumentam que apenas o tempo de contribuição deveria se contabilizado, exatamente como acontece atualmente.

Segundo as regras atuais, os policiais homens podem se aposentar com salário integral após 30 anos de contribuição e as mulheres, após 25.

O governo tem enfrentado forte oposição à reforma, inclusive de nomes importantes do PMDB, como Renan Calheiros, que desejam se desvincular da figura do presidente e de medidas impopulares, especialmente em razão dos desdobramentos da operação Lava Jato.

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As alterações propostas pelo relator do projeto, o deputado Arthur Maia, surpreenderam o governo, que também teve que ceder ao adiamento da votação do relatório, a qual ocorrerá uma semana depois do previsto.

De forma geral, é compreensível que o governo deseje empurrar para o contribuinte o rombo deixado pela corrupção de anos de descaso e gastos exacerbados. Parece ainda mais injusto exigir que aqueles que arriscam suas vidas todos os dias para garantir a segurança da população se arrisquem por mais tempo em uma função de risco, mal equipados e deixados de lado pelo governo. O que o governo propõe é que o agente de segurança publica trabalhe por paixão, esquecendo suas necessidades e cuidando menos ainda de sua segurança. No cenário atual em que a violência nacional se encontra, é difícil que algum policial viva para se aposentar.