Nesta sexta-feira (28), o Brasil é, mais uma vez, tomado por manifestações. O motivo provocador da ##Greve geral, convocada pelas principais centrais sindicais de todo o país, são as propostas que atingem diretamente os trabalhadores.

O sucesso da paralisação se baseia na adesão dos trabalhadores dos transportes públicos em várias cidades, o que impediu que muitos trabalhadores conseguissem chegar às empresas em geral.

Os protestos ocorreram em todas a capitais e no Distrito Federal.

Em Brasília, o Ministério da Fazenda já havia sido ocupado por um grupo de sem-terra desde a madrugada. Segundo a polícia militar, houve depredação do edifício, que teve os vidros quebrados.

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Na maior cidade do país, São Paulo, depois de uma paralisação total dos ônibus, trens e metrô a partir da meia-noite, no começo da manhã algumas linhas voltaram a operar. Bancários e professores também aderiram à greve. Algumas instituições culturais fecharam as portas. A Avenida Paulista foi tomada por manifestantes, que se concentraram em frente ao MASP.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a proposta do governo federal, afirmando que a reforma da Previdência "não tira os direitos de ninguém" e reiterou: "Nós estamos fazendo uma reforma que precisa ser mais valorizada porque é uma mudança cultural".

Na região central do Rio de Janeiro, manifestantes enfrentaram a polícia, que cercou o prédio da Assembleia Legislativa, como prevenção a uma possível invasão. Ao mesmo tempo que trabalhadores caminhavam em protesto na capital carioca, rumo a Candelária, vândalos depredaram e saquearam o comércio.

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O protesto terminou com violência, mas as linhas de trem, metrô e ônibus funcionaram normalmente.

A ex-presidente Dilma Rousseff se manifestou a favor da paralisação e publicou no Twitter seu apoio: "A #GreveGeralnoBrasil mostra que o povo brasileiro é valente e é capaz de resistir a mais um golpe", e ainda "A mobilização em defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários une os trabalhadores e mostra a força da sua resistência. #BrasilEmGreve".

Governo avalia que greve fracassou

Apesar das notícias veiculadas em todos os meios de comunicação, o governo Temer afirmou que considera a greve deste dia 28 de abril fracassada. Ainda assim, deputados que traíram o Executivo na votação da reforma trabalhista serão punidos com a perda de cargos. São cerca de 80 parlamentares da base aliada que não votaram a favor das alterações na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A punição tem como objetivo a próxima votação polêmica, da reforma da Previdência.

O ministro da Justiça e Segurança Pública Osmar Serraglio chamou o movimento de "baderna generalizada de sindicatos", se referindo claramente ao fim da contribuição sindical obrigatória, previsto na reforma.

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Não somente os deputados agora chamados de traidores serão problemas a serem enfrentados pelo governo Temer, também será preciso lidar com Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, que declarou que uma reforma trabalhista mal feita não passará. #Manifestação