Segundo informações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores dos #Correios aderiram à #Greve geral desde às 10 horas da noite de quarta-feira (26).

A pauta da greve envolve assuntos como privatizações, demissões, exclusões de direitos, fechamento de inúmeras agências, dentre outros motivos.

Tempo indeterminado

Caso não haja negociações, a Fentect acredita que a greve não tenha tempo mínimo para ocorrer. Cerca de 33 dos 36 sindicatos indicaram greve. As agências funcionarão normalmente apenas nos estados de Sergipe, Roraima e Amapá.

Suspensão de serviços

Segundo informações dos Correios, a prestação de serviços só será afetada quanto ao Sedex 1, Sedex 12 e Sedex Hoje, que dependem de horário marcado previamente.

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Os Correios afirmaram ainda que quase 87% dos seus colaboradores estão trabalhando normalmente.

Crise nos Correios

Os Correios tomaram medidas gerenciais para a mitigação de custos e para aumentar seus lucros. No ano de 2016, os Correios tiveram déficit de quase 2 bilhões de reais.

Devido à crise, até mesmo servidores concursados podem ser demitidos por necessidade do Poder Público.

Várias medidas, como programas de demissão voluntárias, fechamento de aproximadamente 200 agências e outras providências estão sendo tomadas para estabilizar a estatal. Os Correios pensam, inclusive, em reduzir ajuda de custos para funcionários como plano de saúde, odontológico e outros.

Segundo os Correios, é uma "irresponsabilidade" dos funcionários realizar uma greve no momento, considerando a gravidade da situação da entidade estatal, que pode fechar as portas caso suas contas não se estabilizem.

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Já, para os funcionários, a prestação dos serviços têm sido falha e muitas vezes as pessoas atribuem culpa aos carteiros e funcionários, mas a culpa é do Governo Federal, que não tem enviado os pagamentos. Um carteiro de Araçatuba, São Paulo, disse que muitas vezes nem sequer tem dinheiro para consertar sua própria bicicleta, que é seu instrumento de trabalho.

Para ele, o Correio não sofrerá nenhuma "falência", mas tão somente precisa de uma nova e boa gestão.

Mais estados poderão aderir à greve a qualquer momento, o que poderá prejudicar, ao menos por ora, a prestação dos serviços públicos realizados pelos Correios. #Salários