Mais um lamentável episódio envolvendo violência estudantil na porta de uma escola obteve destaque nas redes sociais esta semana. Desta vez, as agressões corporais e verbais envolvem duas meninas, aparentemente entre 13 e 14 anos de idade.

Pelas imagens é possível ver um grupo de estudantes rodeando as duas adolescentes. Muitos já estão com suas câmeras de celular ligadas, prontas para registrar o momento tão esperado.

Quando eles percebem que o confronto vai começar, ouvem-se gritos de satisfação e empolgação.

Uma das adolescentes está mais enfurecida. A outra parece estar acuada, com medo. A menina “valentona” tira a mochila das costas e vai até a oponente com golpes não muito fortes, como tapas e cutucões.

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Ao perceber que a oponente está intimidada, ganha confiança e aumenta a intensidade a força das agressões.

Um dos garotos que filma parece em êxtase. Tanto que quando alguns poucos alunos tentam segurar a agressora, ele pede para que a soltem, interessado em ver o circo “pegar fogo”.

A menina agredida tenta se proteger como pode. Em um dado momento, ela começa a correr. A outra corre atrás. No rastro delas a pequena multidão acompanha. O cinegrafista amador se esforça para alcançar a agressora e não perder nenhum lance.

A menina de mochila rosa apanha mais. A outra lhe agarra os cabelos, puxa com força e aproveita para acertar vários tapas no rosto.

Num breve momento em que consegue respirar, a vítima parece tentar se explicar e menciona algo como “foi sem querer”. Não convence.

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Um chute, mais puxões de cabelo, mas socos e a violência continua por mais alguns segundos.

Até que uma agressão parece ter sido mais forte do que as outras. Até mesmo o cinegrafista percebe que a briga está fugindo de controle. Ele pede a um amigo para que intervenha.

Um outro aluno chama a atenção da agressora, de nome Caylane. “Para Calylane, coitada”.

Caylane quer mais e continua com os golpes, de forma primitiva e irracional. São mais do que dois minutos de confusão sem a presença de qualquer adulto. Nem sombra de uma viatura da ronda escolar ou mesmo de agentes da Guarda Municipal, que em muitos municípios costumam ficar de prontidão nas escolas.

Não é possível saber o motivo da briga e nem a escola onde os fatos ocorreram. A única certeza é que não há justificativa para que cenas como essas continuem a acontecer, mostrando que diálogo e respeito é algo que não está sendo aprendido por esta geração, nem na escola e nem em casa.

#Crime #Casos de polícia