Um vídeo filmado a partir de uma câmara instalada na cabeça de um policial militar mostra os momentos de tensão durante uma perseguição a bandidos armados.

Os policiais estão em um grupo de cinco homens e aparecem correndo em meio a moradores desesperados por estarem na linha dos tiros.

Recebidos a balas, os militares tentam se posicionar da melhor forma para se defenderem. Eles agacham, deitam no chão e buscam refúgio atrás de um poste. De onde estão não conseguem ter a exata noção de onde vem os tiros. Alguns parecem acertar pontos bem próximos. Alguns PMs mencionam que há meliantes em meio a árvores. Outro acreditam que os atiradores estão próximos a uma passarela adiante.

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Quando um morador resolve abrir a porta eles dão bronca e pedem para entrarem.

O grupo começa a discutir estratégias para entrar na comunidade com segurança e concluem que é melhor tentarem o acesso por meio de um beco.

“Olha só, tem que dar uma descascada ali, voltar e entrar pelo beco”, propõe um deles.

“Eu falei, vamos voltar pelo beco”, concordou outro.

Dos cinco, três policiais correm até o mencionado beco e vão entrando. O clima é bastante tenso. É possível ouvir os gritos desesperados de donas de casa chamando pelos filhos pequenos e preocupadas com as balas perdidas.

Nesse ponto, os policiais não chegam a utilizar seus armamentos. No fim do beco, que dá acesso a uma área grande, eles param ofegantes e preferem não avançar.

Ficam de prontidão com as armas em punho. São ouvidos mais tiros vindo dos traficantes.

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Duas mulheres muito assustadas passam correndo em frente aos policiais e em meio a ruídos de balas.

É possível ouvir gritos femininos de dentro das casas. Uma mulher grita revoltada “tem criança na rua”.

Depois de quatro minutos, o vídeo termina sem que seja possível saber o desfecho desta ocorrência. O material foi postado nas redes sociais, principalmente em páginas de conteúdo noticioso especializadas em cobrir a parte de segurança.

Nos comentários, muitos ressaltam que o vídeo é uma prova de que a versão de que policiais já chegam atirando nas comunidades nem sempre é verdadeira. Muitas vezes, como neste caso, os agentes é que são recebidos a balas em patrulhamentos de rotina.

Na descrição de uma das páginas, de nome Comando Tático PMMG, o autor do post critica os moradores de favelas que são coniventes com o trafico e que defendem os bandidos, atacando o trabalho da polícia militar.

#Crime #Casos de polícia