Entrar em cachoeiras sem conhecê-las bem é um risco que nem todos estão preparados para enfrentar.

Um caso que ilustra bem o perigo foi o que vitimou um homem na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro.

As imagens, feitas por meio de um celular de uma banhista, foram captadas distrito de Sana, na região serrana de Macaé, no Norte Fluminense.

Nelas é possível ver que um homem sofre para ser retirado de uma fenda por onde passa muita água corrente. Ele estava preso no local havia duas horas. Vários banhistas tentaram ajudá-lo. Houve uma verdadeira corrida contra o tempo e um jogo de paciência para saber a melhor maneira de retirá-lo e, ao mesmo tempo, impedir que ele desmaiasse e se afogasse.

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O caso foi registrado em 2013, pela internauta Druzila Buqueroni, e voltou a circular nesta semana nas redes sociais. Druzila estava no local com o marido quando presenciou a situação.

A vítima, que não teve seu nome divulgado, estava presa às pedras da chamada Cachoeira do Borboleta. O mais impressionante é que na luta contra o tempo, a água, por vezes, encobria a cabeça do homem e o maior temor era o afogamento.

A cinegrafista amadora e o marido contaram que depois de muito tempo tentando achar uma maneira de resgatar o homem, ele simplesmente não aguentou mais e desmaiou. E foi nesse momento que de fato conseguiu se desprender.

Como ele estava prensado na região do tórax, acredita-se que quando ocorreu o desmaio o músculo ficou relaxado, o que facilitou, com a força da queda d’água, que ele saísse de forma natural.

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Quando ele se despendeu ficou imerso por poucos segundos. Dois rapazes que estavam em frente conseguiram pegá-lo e o fizeram submergir. Ele acordou e conseguiu voltar a respirar. Só então é possível ver o que parece ser um guarda florestal assumindo na margem da cachoeira os primeiros socorros.

Vários banhistas ajudaram a carregar o homem na descida, onde uma ambulância já o aguardava para transferi-lo para o hospital de Macaé.

Os banhistas criticaram na época a segurança no local, questionando a falta de preparo dos agentes municipais que atuam na área turística. Disseram que havia três agentes no local, mas apenas um tentou ajudar de fato, enquanto os outros dois tiravam fotos e filmavam as cenas.

#Crime #Casos de polícia