Um vídeo com o flagrante de tentativa de suborno de um policial voltou a circular na internet. As imagens foram postadas originalmente em abril de 2016 e apontam o que aconteceu quando um policial que não aceitou ser corrompido em uma abordagem policial que pegou um rapaz procurado por tentativa de roubo.

Um exemplo importante nessa época em que donos de empreiteiras e políticos graúdos estão sendo presos por conta de propinas e caixa 2, pois mostra quem nem todos os servidores públicos e cidadãos em geral são corruptíveis.

Nas imagens o policial recebe um bolinho de notas de uma mulher, que tudo indica ser irmã do garoto pego em uma blitz.

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O policial pega o dinheiro e dá um sermão antes de prender os dois.

“Quanto tem aqui?”, ele pergunta. “Tem mil”, ela responde.

Ele finge que aceita o dinheiro, mas muda toda a história: “Esses mil reais é pra ele não ser preso pela tentativa de roubo, falta de capacete, falta de CHN e não apreender a moto. E isso, esse dinheiro é o pra isso? Tô perguntando, não era pra isso? Todo mundo preso. Algema em todo mundo”.

Nesse momento a mãe se desespera. “Moço eu tava trabalhando”. O policial não cede e ela continua falando com a voz embargada, mas já direcionada ao rapaz:

“Eu tava trabalhando, Matheus. Olha o que você me mete. Não vou sair não, vou só chamar minha mãe. Que isso? Eu tava trabalhando, vendendo hamburguer”.

Ao ser algemada, ela aumenta o desespero e grita chorando. “Você é um desgraçado, olha no que você me mete! Eu tava trabalhando Matheus! Trabalhando moço”.

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O policial não se compadece diante dos apelos da jovem e manda que todos sejam algemados.

O vídeo chega ao fim, depois de quase um minuto de gravação. As imagens certamente serviram de provas para configurar a tentativa de suborno, #Crime previsto no artigo 333 do Código Penal, onde está explicitado que “oferecer ou prometer vantagem indevida a um funcionário público para praticar, omitir ou retardar um ato de ofício”, enseja uma pena de reclusão de dois a doze anos mais multa.

A pena foi aumentada em 2003, quando foi aprovada emenda ao Código Penal Brasileiro. Anteriormente, a detenção por esse crime poderia variar entre um e oito anos.

Nos comentários onde o material foi postado, ha muitas mensagens de apoio ao policial. Outros internautas, desconfiados, dizem que ele só deu seguimento às prisões porque achou que o “cascalho” era pequeno. Se fosse maior a oferta, certamente ele pensaria duas vezes antes de não aceitar.

#Casos de polícia