A violência escolar é uma realidade triste que assola escolas do mundo inteiro. No Brasil não é diferente. Coincidentemente, a primeira semana letiva do mês de abril começou nas redes sociais com vídeos que ficaram famosos no passado por cenas de agressividade gratuita envolvendo o ambiente educacional.

Dois posts voltaram a ser destaques, apesar de retratarem situações que ocorreram em 2012 e em 2015.

Em ambos os casos, a repercussão dos casos só foi possível por conta do advento das câmeras de celulares, poderosos instrumentos que passam a servir como provas de crimes dos mais variados tipos.

O que difere o primeiro caso de violência escolar que voltou à tona do segundo é são as vítimas das agressões e a motivação.

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No caso mais antigo, de 2012, um aluno filma a reação de um colega ao ficar sabendo de sua nota na prova de inglês. Tudo acontece na escola particular Santa Cecília, em Santos, Litoral de São Paulo. O estudante, na época com 15 anos, fica muito irritado em ver que foi mal no teste e vai pedir explicações à professora.

Eles se desentendem. O aluno pega o diário de classe da educadora e joga no chão. Ela não reage, apenas pega novamente os documentos e volta a se concentrar em seu trabalho. Na sequência, o aluno pega o diário novamente e vai para a sua carteira para apagar toda as notas.

A professora tenta pegar os papéis e o aluno a derruba no chão. Ela cai de costas e eles entram em luta. Os alunos conseguem separar os dois. O aluno agressor depois foi transferido compulsoriamente pela instituição.

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Já a professora teve uma fratura no cóccix e precisou de licença médica. O mais maluco de tudo é que a família do jovem, em vez de repreender a atitude dele, constituiu advogado para processar a escola e a professora.

No caso mais recente, de 2015, as cenas são ainda mais chocantes, mas envolvem dois alunos. Um dos meninos simplesmente dá uma voadora na vítima, na porta de uma escola em Sabará, Minas Gerais.

Pelas imagens filmadas por outro aluno, o menino agredido é acertado em cheio na cabeça e cai no chão batendo mais uma vez o crânio. Imediatamente passa a sofrer convulsões. Vendo a face ensanguentada, os demais estudantes entram em desespero.

Conforme relataram as testemunhas na época, a agressão foi por causa de uma brincadeira um dia antes. O aluno agredido precisou de internação. Já o agressor apenas mudou de escola.

#Crime #Casos de polícia