A empresa responsável pela fabricação dos refrigerantes da marca Dolly, a Ragi Refrigerantes, é alvo da chamada "Operação Clone", realizada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo. Empresas do grupo estão sendo investigadas por sonegação de impostos.

Segundo reportagem publicada hoje, dia 10 de maio de 2017, pelo site Exame.com, o grupo é suspeito de "inadimplência fraudulenta do ICMS, embaraço de fiscalização e organização de #fraude fiscal estruturada". Ainda de acordo com o site, as empresas devem cerca de R$ 2 bilhões em impostos.

De acordo com um comunicado feito pela Secretaria da Fazenda, as empresas do grupo nunca receberam os fiscais da pasta para fornecer esclarecimentos e desde o ano passado, também não respodem a nenhum dos inúmeros comunicados feitos pela Secretaria.

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Seis das instalações da companhia estão sendo investigadas: uma em Tatuí, dois escritórios em São Paulo capital e três instalações em Diadema.

A Dolly se pronunciou através de uma nota, postada também em sua página oficial do Facebook, onde declara que não praticou e tão pouco compactua com qualquer tipo de sonegação fiscal. A empresa afirma ter sido vítima do escritório responsável pela contabilidade, afirmando que os responsáveis pelo escritório omitiram, por anos, dados importantes em relação ao Fisco e que isso, teria gerado um grande desfalque com falsificação de sentenças, fraude de guias e documentos. A empresa estima que esse "rombo" seja de milhões de reais.

A empresa também afirma em comunicado, que um dos sócios do escritório, inclusive, já prestou depoimento a favor da Dolly Refrigerentas ao Ministério Público e a Polícia Federal, assumindo o desfalque do valor que deveria ter sido pago em impostos como o ICMS.

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Abaixo você poderá ler o comunicado feito pela Dolly Refrigerantes na íntegra:

Até o fechamento dessa notícia, a postagem na página da empresa de refrigerantes, já havia tido mais de 400 curtidas, 200 compartilhamentos e 276 comentários. Muitos em tom de brincadeira, fazendo relação direta com os últimos acontecimentos no Brasil, como a delação premiada divulgada ontem pelo site O Globo, onde o dono da empresa JBS, Joesley, em conversa com o presidente Michel Temer, registrada através de uma gravação de áudi, feita pelo próprio Joesley, fala sobre o possível pagamento de propina à Eduardo Cunha, que encontra-se preso, como forma de comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara.

A divulgação de tal notícia provocou inúmeros prostestos, pedindo que o presidente Michel Temer renuncie à presidência da República.