Cláudia Graz, professora na unidade Jataí da Universidade Federal de Goiás, afirmou que uma estudante do curso de Veterinária denunciou o fato de ter sido violentada sexualmente por um #professor da mesma unidade desta instituição de ensino. Segundo a denúncia feita pela estudante, o crime sexual aconteceu no apartamento em que ela e o docente estavam hospedados na cidade de Goiânia, onde participaram, em dezembro de 2016, de um congresso científico.

A professora diz também que as tentativas iniciais de denúncia da aluna bateram de frente com o muro de obstáculos levantado pela instituição de ensino: ela já havia enviado mais de uma dezena de emails para a Ouvidoria da universidade denunciando o caso, mas fizeram-se necessários ainda um telefonema e outro email para que a estudante finalmente tivesse sua denúncia acolhida pelos responsáveis.

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Mesmo depois de formalizada a denúncia, as coisas não andaram nem céleres nem com a devida transparência, afirmou a docente. A cada passo do caminho, segundo a versão da professora, revelava-se a má vontade da Ouvidoria. A estudante não foi informada sobre as medidas que a instituição planejava tomar, não lhe foi permitido nem sequer ter acesso ao número do processo lidando com a questão e, só depois de dois meses, foi informada de que uma sindicância para apurar o caso ainda seria iniciada. E mesmo isso ela só soube através de uma declaração feita em um evento para familiarizar os calouros da unidade com a Ouvidoria.

A revolta com o crime e com a leviandade com que, acreditam, o problema está sendo tratado pela Ouvidoria da universidade, levou estudantes a criar movimentos de protesto.

Apesar das acerbas críticas feitas por estudante e pela professora Cláudia, a direção da unidade afirma ter ciência do caso, estar tomando as medidas adequadas à situação da estudante e diz ter prestado toda a assistência necessária à vítima.

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Ainda, segundo a direção da instituição, a denúncia foi formalmente recebida em abril deste ano e os processos legais estão sendo rigorosamente seguidos. Foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar e foi formado um conselho para examinar o caso, garantindo-se ao acusado o exercício de seu direito de ampla defesa. Caso o crime e a autoria sejam confirmados pela investigação em curso, aplicar-se-ão ao professor acusado pela aluna as sanções definidas pelas leis que regulam o funcionamento do serviço público em nível federal. #sexo #Estupro