O funk é um dos ritmos mais queridos do país e faz o maior sucesso nas periferias, especialmente em Estados como o Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, nem todo mundo gosta das músicas desse ritmo. Pelo contrário, há quem afirme que a dança é "uma vergonha", como Marcelo Alonso, empresário de São Paulo que tenta convencer os governantes brasileiros de que o #Funk é um crime.

Ele publicou uma proposta no site do Senado que tenta criminalizar o ritmo, e, rapidamente, conseguiu mais de 20 mil assinaturas. O documento está sendo analisado por uma comissão.

Proposta para criminalizar o funk ganha 20 mil assinaturas em site do Senado

Com as mais de 20 mil assinaturas, Alonso conseguiu alguma atenção dos parlamentares.

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Para ele, bailes de funk - também conhecidos como "pancadões" - seriam apenas uma maneira de recrutar estupradores, pedófilos e continuar a prática dos mais diversos crimes, especialmente os contra os menores de idade. Ele também diz em seu texto publicado no site do Senado que nesses lugares há excesso de consumo de drogas e álcool, além de outras práticas, como orgias, agenciamento de garotas de programa e prostituição infantil.

A lista de coisas ruim que, segundo o empresário, estariam vinculadas aos bailes funk, ainda incluem arruaça, pedofilia e, acreditem, até sequestro.

Para empresário, funk prega sexo precoce e uso de drogas

Marcelo diz que quer mesmo que a proposta gere polêmica e pretende debatê-la ponto a ponto com os envolvidos nesse mercado. Ele volta a dizer que o ritmo, que fez nomes como #Anitta ficarem famosos, provoca vergonha na sociedade brasileira.

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Segundo o proponente da lei, o ritmo dançante tem a capacidade de fazer apologia às mais terríveis ações. Ele ainda garante que, em bailes desse tipo, não é difícil achar menores de idade tendo relações íntimas no meio da rua.

Algumas dessas imagens, segundo o empresário, podem ser vistas facilmente por todos, através das redes sociais, propagando-se mais rápido do que muitos podem imaginar.

Pela moral e pelos bons costumes

"No pancadão você vê arruaça, as pessoas precisam trabalhar cedo e não conseguem, o tráfico de drogas está ali, imperando. Uma pessoa com um mínimo de decência vai entender que aquilo é um mal", disse o empresário. Quem não gostou nada dessa proposta foi a Mulher Melão.

Em entrevista ao portal de notícias R7, ela garante que vive do funk há dez anos e que ele não é nenhum ato criminoso, mas reflete a cultura do nosso país, sendo uma maneira de levar alegria a um povo tão sofrido. Para ela, o empresário e a proposta de lei são preconceituosos. #Música