Ao contrário do que muitos pensam, o desafio mortal da Baleia Azul não parou de fazer vítimas no Brasil. É verdade que as notícias relacionadas ao assunto deram uma trégua na grande mídia nos últimos dias, mas isso, infelizmente, não significa que o jogo parou de fazer parte da vida de centenas de jovens pelo país.

De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o desafio continua mais influente e perigoso do que nunca. A prova disso é o registro de mais um caso de suicídio praticado por um adolescente e que provavelmente tem relação com o jogo.

A vítima dessa vez foi Lucas Mesquita Neto, de 15 anos. O menino, que morava no distrito de Baracho, localizado no município de Sobral, no Ceará, se enforcou no sábado (6), por volta das 17h.

Publicidade
Publicidade

Segundo a família do adolescente, ele sempre apresentou comportamento normal e nunca havia dado indícios de que algo poderia não estar certo. Eles acreditam que a morte precoce dele pode ter sido influenciada pelo #Baleia Azul.

O corpo do adolescente foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por autópsia. Uma equipe de peritos forenses esteve no local da tragédia e realizou uma minuciosa perícia. Os laudos periciais e necropsiais sobre o caso ainda não têm data definida para ficarem prontos.

Outro caso registrado

Um dia antes da morte de Lucas, soldados da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF),conseguiram impedir. por pouco, o suicídio de quatro pessoas com deficiência auditiva. O caso ocorreu na cidade de Brasília.

De acordo com a PMDF, por volta das 16h35 da última sexta-feira (0), as atitudes suspeitas de um pequeno grupo de jovens chamou a atenção dos policiais que passavam pelo local.

Publicidade

Os adolescentes, que estavam parados ao lado de um ponto de ônibus na BR-070, se abraçavam e choravam muito. Então, os PMs decidiram abordá-los.

A abordagem inicial não foi fácil, já que os garotos só conseguiam se comunicar em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Então, um dos militares, com dificuldade de entender o que estava se passando, deu um pedaço de papel e uma caneta para que uma das integrantes do grupo pudesse escrever o que estava de fato acontecendo.

A menina então escreveu Baleia Azul no papel e os PMs se deram conta da gravidade da situação. Ela ainda pediu aos policiais para que os conduzisse ao Centro de Ensino Especial 2, onde uma intérprete poderia os ajudar.

Assim foi feito. A intérprete conversou com o grupo e confirmou a participação deles no desafio. Ela ainda disse que, dos quatro adolescentes, dois deles estavam mais propensos a cometerem o suicídio.

A PMDF chamou os pais dos garotos para buscá-los e orientou que eles procurassem ajuda especializada para os filhos. #Brasil #Casos de polícia