Viralizou na internet um vídeo que mostra o treinamento de soldados do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas - ROTAM do Estado do Paraná, por conta da "música" que é cantarolada por eles durante os exercícios.

Letra agressiva

Conforme o vídeo abaixo, a música cantada é a seguinte:

“Eu miro na cabeça, atiro sem errar...Se munição eu já não tiver, pancadaria vai rolar

Bate na cara, espanca até matar....Arranca a cabeça e explode ela no ar

Arranca a pele e esmaga os seus ossos....Joga ele na vala e reza um Pai Nosso.”

Veja o vídeo:

Com uma letra bem agressiva e violenta, os soldados falam em mirar armas na cabeça de bandidos, além de coadunarem com agressões físicas e até tortura (fazendo alusão ao trecho onde eles dizem que vão arrancar a pele e esmagar ossos").

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Finalmente, o canto termina em referência à morte e jogar corpos na vala, com direito à uma reza depois.

Facebook

O vídeo foi publicado em um grupo de internautas na rede social Facebook, e teria sido filmado no ambiente que serve como Escola da PM do Paraná, a Academia do Guatupê, localizada em São José dos Pinhais, cidade que fica na Região Metropolitana de Curitiba.

E parece que esse grupo não está "sozinho" em relação à admiração com a atitude da #Polícia. O vídeo tinha até então mais de duzentas mil visualizações e inúmeros compartilhamentos.

Repertório

Essa é só uma das músicas que fazem parte do "repertório" da Corporação e são conhecidas como "TFM", pois são repetidas durante os treinamentos físicos das tropas.

E, claro, o vídeo trouxe muita polêmica e repercutiu imensamente na rede.

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Indagada sobre o fato, o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná exarou uma nota oficial alegando que não há qualquer proibição ou vedação sobre o "estilo musical" adotado pelos agentes policiais. Ainda, asseverou que a polícia tem o dever emanado da Constituição Federal que é repelir e coibir a #Violência, se não aquela necessária para apaziguar conflitos.

A PM asseverou também que a música não determina o "tipo de formação dos policiais", que é pautada com base nos princípios de Direitos Humanos, bem como em respeito à dignidade da pessoa humana.

Rememore-se que há algum tempo atrás o grupo "Facção Central" foi processado por apologia ao crime por cantar músicas que, na visão das autoridades, incitavam a violência porque falavam de tiros, morte e sangue (no geral).

E você, o que pensa sobre isso?

É "bate na cara" ou "direitos humanos"? #direitoshumanos