O conteúdo "explosivo" do acordo de colaboração premiada entre o casal de ex-marqueteiros do Partido dos Trabalhadores (PT), João Santana e Mônica Moura, juntamente à força-tarefa de investigação da Operação #Lava Jato, considerada uma das maiores, senão a maior operação de combate à #Corrupção já deflagrada no país, trouxe à tona um grande leque de informações que passaram a ser divulgadas, a partir da autorização dada pelo ministro relator dos processos que envolvem a Operação Lava-Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin.

A LavaJato é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Conteúdo de e-mail

A ex-publicitária Mônica Moura entregou uma prova substancial ao Ministério Público Federal como parte de seu acordo de colaboração premiada: um registro contendo as imagens de uma conta de e-mail que teria sido utilizada para a troca de mensagens secretas com a ex-presidente da República, Dilma Rousseff. As fotografias que se referem às imagens do conteúdo das mensagens inseridas no e-mail estão em uma Ata Notarial lavrada na data de 13 de julho de 2016 no 1º Tabelionato Giovannetti, na cidade de Curitiba. Mônica revelou aos investigadores que criou no computador da ex-presidente Dilma, uma conta de e-mail fictício do Gmail, cujos dados são falsos - em se tratando de dados e nomes - além de uma senha compartilhada entre ambas. Os dados também foram compartilhados com o ex-assessor de Dilma, Giles Azevedo.

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Segundo os relatos de Mônica Moura, tanto ela, quanto a ex-presidente Dilma, resolveram combinar que se houvesse avanço nas investigações da Operação Lava Jato, em relação ao casal de ex-marqueteiros, o aviso seria dado por meio deste e-mail fictício. As mensagens de Dilma ficariam sempre na caixa de rascunhos do e-mail e Mônica sempre as acessaria para verificar o conteúdo novo que chegasse.

Em uma das mensagens fornecidas ao MPF há um rascunho de imagem do e-mail "2606iolanda@gmail.com", com uma mensagem datada de 22 de fevereiro, com a seguinte mensagem: "Vamos visitar nosso amigo querido amanhã. Espero não ter nenhum espetáculo nos esperando. Acho que pode nos ajudar nisso, né?". Com a divulgação do conteúdo da mensagem do e-mail e o fornecimento à Procuradoria-Geral da República, fica evidente a existência dessas provas encaminhadas para as investigações, principalmente, no âmbito da Operação Lava Jato. #Dilma Rousseff