Na madrugada desta quarta-feira (31), dois delegados da Polícia Federal (PF) foram mortos durante uma briga, em Florianópolis, Santa Catarina. Os dois delegados, Elias Escobar, 60, e Adriano Antonio Soares, 48, estavam na cidade para um curso da instituição.

Segundo informações da própria PF, houve um desentendimento entre os dois delegados e um empresário, chamado Nilton César Souza Júnior, 36 anos. Começou um troca de tiro entre eles e os dois policias morreram baleados. O empresário está internado em estado grave na UTI de um hospital da região.

Adriano foi quem abriu inquérito para investigar a #Morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que sofreu um acidente aéreo no mês de janeiro deste ano.

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Teori era relator da Operação Lava Jato no Supremo, função que agora, foi atribuída ao ministro Edson Fachin.

Na época, o delegado, que estava em Angra dos Reis, havia decretado sigilo nas investigações. Teori estava trabalhando em inúmeros processos que envolviam políticos "poderosos". Todo cuidado era pouco. A PF comunicou, no entanto, que Adriano já não estava mais fazendo parte das investigações sobre a morte do ministro. Atualmente, quem está cuidando do caso é um delegado de Brasília.

Já o delegado Elias Escobar trabalhou em Volta Redonda. Ele foi o responsável em comandar uma investigação que prendeu oito Policiais Civis que estavam envolvidos em tráfico de drogas.

Desentendimento

A PF afirmou que está ouvindo testemunhas para entender o que motivou a briga entre eles. O empresário e os policiais não se conheciam.

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Aparenta ser uma briga banal. De acordo com o delegado Ênio de Oliveira Matos, eles estavam em uma casa de encontro e houve a discussão que acabou ocasionando na troca de tiros. A informação que se tem é que não há outras pessoas envolvidas na briga.

Nota da PF

A PF publicou uma nota lamentando a morte dos delegados. Nesse momento de grande tristeza, a PF expressa os mais sinceros sentimentos aos familiares das vítimas.

Sobre as investigações da morte do ministro Teori, a PF afirmou que o caso do ministro está sendo apurado em Brasília por um outro delegado e foi apenas registrado em Angra dos Reis, local onde aconteceu a tragédia. Adriano foi quem abriu o inquérito para as investigações. Na época, o filho de Teori relatou que seu pai recebeu diversas ameaças. O ministro tinha em mãos processos que poderiam afetar a vida de muitos criminosos. #Polícia Federal