Neste dia primeiro de maio, Dia Internacional do Trabalhador, as diversas centrais sindicais do #Brasil realizaram atividades políticas e culturais. Como é de se esperar, não faltaram discursos contrários às reformas trabalhista e da previdência, que tramitam no congresso e contam com a oposição da totalidade das centrais sindicais e de grande parcela da população brasileira (mais de 80% da população se opõem as reformas, segundo pesquisas de opinião).

Dia do trabalhador agita o país com atividades políticas e culturais

Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, as centrais realizaram atividade unitária, algo inédito diante das divergências históricas existentes entre as mesmas.

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O evento contou com as centrais CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas entre outras, além de movimentos sociais e partidos de esquerda.

Em São Paulo, ocorreram 3 atos simultâneos em alusão à data, todos com atividades musicais e culturais.

No Rio de Janeiro, um ato massivo marcou a celebração, embalado por discursos e shows. Em todas as demais capitais ocorreram atos semelhantes, todos marcados por discursos contra as reformas.

Greve geral marcou unidade inédita entre centrais sindicais

Na última sexta-feira (vinto e oito do quatro de dois mil e dezessete), as centrais sindicais, junto a movimentos sociais e partidos de esquerda, organizaram uma greve geral que paralisou grande parte do país. A pauta era a retirada das reformas trabalhistas e da previdência, consideradas danosas aos trabalhadores pelos grevistas ().

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Protestos massivos agitaram grande parcela das cidades brasileiras e capitais, em demonstração de força e unidade, com vias trancadas e atos por ruas centrais ().

Mesmo diante da greve, o Governo Temer se manteve firme em seu propósito de aprovar as reformas, o que desagradou os sindicalistas. Diante da intransigência do governo, as centrais já apelam para novos atos, sendo que uma nova greve geral com "ocupação de Brasília", desta vez de 2 dias, não está descartada.

Após atos de protesto em alusão ao Dia do Trabalhador, sindicalistas lançam documento prometendo "ocupar Brasília". O presidente da Força Sindical, Paulinho da Força, já havia afirmado pela manhã que as centrais estavam negociando uma nova greve geral, desta vez de 2 dias, mas que buscaria negociar com o presidente Temer antes. O documento intitulado "A greve do vinte e oito de abril continua", foi assinado pelas centrais CUT, CTB, CSB, UGT, Força Sindical e Nova Central, e foi lido em diversas atividades de primeiro de maio pelo Brasil inteiro.

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O documento se posiciona contrário à PEC 287, ao PL 6787, e à lei 4302, e afirma "O próximo passo é Ocupar Brasília para pressionar o governo e o Congresso a reverem seus planos de ataques aos sagrados direitos da classe trabalhadora. Sobre essa base, as centrais sindicais estão abertas, como sempre estiveram, ao diálogo. Se isso não for suficiente assumimos, neste primeiro de Maio, o compromisso de organizar uma reação ainda mais forte." #greveGeral #Política