O estudante universitário Mateus Ferreira da Silva, agredido com um cassetete pelo capitão Augusto Sampaio da Polícia Militar durante o protesto que acontecia em Goiânia no dia 28 de abril, deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Urgências de Goiânia.

O universitário de 33 anos segue se recuperando de uma cirurgia de reparação nos ossos da face, agora já em uma enfermaria do hospital.

Segundo o boletim médico divulgado nessa terça-feira (9) o estudante está estável, consciente, respirando sem ajuda de aparelhos e verbalizando com médicos e parentes, que continuam acompanhando de perto as melhoras de Mateus Ferreira, que foi submetido a uma cirurgia no dia 29 de abril, um dia depois do ocorrido.

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Entenda o ocorrido

O estudante foi ferido com um golpe de cassetete desferido pelo capitão Augusto Sampaio da Polícia Militar, que provocou diversos traumas e foi necessário procedimento cirúrgico para refazer ossos que contornam o nariz e retirar parte do osso frontal; a agressão ocorreu durante as manifestações contra a reforma da previdência que estão sendo colocadas em pauta pelo governo, o protesto aconteceu em frente à Assembleia Legislativa de Goiás, quando o jovem foi atingido, enquanto tentava fugir das bombas de efeito moral.

A Polícia Civil do Estado de Goiás divulgou nota na manhã da última terça-feira (2), afirmando que a corporação poderá abrir inquérito para apurar o caso de agressão.

Capitão foi afastado

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira, o capitão Augusto Sampaio, identificado como o responsável pela agressão, foi afastado das suas funções nas ruas de Goiânia, mas continua exercendo funções administrativas.

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O coronel Divino afirma que a corporação não tem outra medida que prevê um afastamento total do capitão e que o inquérito aberto para investigar o caso pode demorar até 45 dias.

O comandante-geral da Polícia Militar de Goiás também acrescentou que o inquérito foi aberto logo depois da PM tomar conhecimento do caso, por meio de um vídeo que foi divulgado em várias redes sociais e que registra o momento em que o Mateus Ferreira sofreu a violenta agressão por parte do policial.

Posicionamento da UFG

Em nota, a Universidade Federal de Goiás (UFG), onde o estudante cursa Ciências Sociais, afirma que repudia a agressão sofrida pelo mesmo, já que a universidade é uma grande defensora do direito à livre manifestação. #Reforma da Previdência #reforma trabalhista