Publicado na última quarta-ferira (24), o relatório da organização ambiental Greenpeace descreve que a empresa de petróleo francesa Total firmou uma parceria com a #Petrobras, no intuito de começar a produção e a exploração de 19 campos petrolíferos, cujas cifras contratuais chegam a US$ 2,2 bilhões.

No entanto, o relatório mostra que um desses projetos estará baseado no Norte do Brasil; em particular, próximo à foz do Rio Amazonas. Para os integrantes do Greenpeace, trata-se de uma área-chave quanto a biomas naturais. Ali estão sediados a floresta amazônica, os mangues e o recém-descoberto recife de corais, que se tornou a estrela do momento, desde que pesquisadores e biólogos o acharam pela primeira vez, em 2016.

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O documento divulga que a Total obteve o direito de explorar cinco blocos para extração de petróleo na região citada anteriormente. Seu potencial de exploração é estimado em 14 milhões de barris.

Isso pode se tornar um entrave, porque a operação é considerada como uma iniciativa de alto risco para os corais. Uma das plataformas estaria localizada a 28 km da barreira natural.

Tratado como uma riqueza sem precedentes e objeto recente de estudos pela ciência, a Barreira de Corais da Amazônia ocupa 9,5 mil quilômetros quadrados, começando na Guiana Francesa e terminando no estado do Maranhão. Alguns cientistas especulam que a descoberta é parte de algo maior, sugerindo que os Corais se estenderiam para as ilhas do Caribe.

Outro bloco de exploração previsto, a 100 km de distância do litoral brasileiro, colocaria em risco a preservação do Parque Nacional do Cabo Orange, local que conta com espécies protegidas, como o peixe-boi, a onça pintada e a tartaruga marinha.

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O Greenpeace afirma que, nessa mesma área, essa plataforma ameaçaria o maior manguezal do mundo.

A Total afirma que se apresenta como uma empresa especializada em perfurações ultraprofundas e quer trazer esse tipo de tecnologia para o Brasil. Porém, o Greenpeace denuncia o uso incorreto dessa tecnologia, trazendo consequências desastrosas para o #Meio Ambiente.

O relatório mostra o exemplo do acidente ambiental ocorrido no Golfo do México, na plataforma Deepwater Horizon, operada pela petrolífera inglesa British Petroleum (BP). O vazamento foi calculado em 4,9 milhões de barris, prejudicando o mar e os litorais de alguns países banhados pelo Golfo do México.

No caso de isso acontecer na costa brasileira, os corais, que são um bioma bem sensível ao aquecimento dos mares e à acidificação, serão os primeiros a sofrerem com um eventual vazamento ou descuido. Morrendo os corais, toda a #vida que depende deles – peixes, moluscos, crustáceos e equinodermos – cessará. O último nível dessa cadeia a sentir esse efeito será a população local.