Uma mulher #idosa, não identificada, de 79 anos de idade, entrou em óbito depois de encostar em uma #Taturana. O fato ocorreu em Chapecó, Santa Catarina, no início do mês de maio, mas só foi divulgado agora pelas autoridades.

'Ataque' de taturana

Desde o ano de 2012, o estado de Santa Catarina não registrava casos de morte após o toque no animal, que é considerado peçonhento.

Esses insetos costumam ficar em árvores, especialmente em coqueiros.

A idosa chegou a ser socorrida no dia em que o #Acidente ocorreu, mas acabou falecendo alguns dias depois.

Após o acidente, equipes de investigação ambiental deslocaram-se até o local da picada e encontraram resquícios da taturana.

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Veja o vídeo sobre o caso:

Por que a taturana é perigosa?

Não é bem a queimadura causada pela taturana, mas as toxinas que são liberadas por ela que podem levar uma pessoa a óbito.

A Lonomia obliqua (nome científico) tem um veneno que é capaz de alterar o organismo dos seres humanos.

A toxina causa a diminuição de fibrina, que é responsável pelo sangue ter o poder de coagular.

Se a fibrina diminui, é bem provável que uma pessoa tenha hemorragias gravíssimas e comece a sangrar pelo nariz, órgãos e gengiva. Quanto maior o contato, mais toxinas e menos coagulação sanguínea.

A taturana é uma criatura que tem de cinco a sete centímetros; toda sua extensão contém pelos que mais parecem espinhos. É dali que sai o veneno mortal.

Até a década de 80, a taturana só era encontrada no Amapá. Entretanto, em vista de desmatamentos ou possivelmente da extinção dos seus predadores, é que elas se alastraram pelo Brasil.

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Entre os anos de 1989 a 1995, foram registradas nove mortes por contato com o animal. Depois disso, o Instituto Butantan desenvolveu um soro chamado antilonômico, que é capaz de combater tais toxinas.

Mas a situação fica muito mais perigosa quando uma pessoa toca em mais de uma taturana ao mesmo tempo, por conta da quantidade de toxinas transmitidas ao organismo humano, que simplesmente "não aguenta".

Os estados do sul do país (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) apresentam a maior quantidade de casos já registrados pelo "ataque" da taturana, totalizando quase 500 casos por ano, o que é extremamente relevante, considerando que não é muito comum se ver taturanas por aí e em qualquer lugar.

Caso haja acidente envolvendo o animal os profissionais da saúde indicam que seja procurado atendimento médico com urgência por parte da vítima.