A deputada estadual Leci Brandão criticou a ministra dos Direitos Humanos, Luizlinda Valois, por ter atribuído ao presidente Michel Temer, o título: “padrinho das #mulheres negras brasileiras”. O fato ocorreu recentemente num evento no Palácio do Planalto em Brasília. Em discurso na Câmara Municipal de São Paulo, Leci Brandão, justificou suas críticas, alegando que: “nós mulheres negras somos as maiores vítimas das reformas de Temer”.

A parlamentar enfatizou que essas mulheres serão as mais afetadas pela Reforma da Previdência Social, por serem as que mais desempenham funções de menor remuneração. Leci entende também que a população negra brasileira é a parcela do povo que mais sofrerá com o congelamento nos investimentos dos setores públicos por 20 anos, principalmente nas áreas da Saúde e Educação.

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A opinião da deputada foi endossada pelo Coletivo de Mulheres Negras.

Aos 129 anos de abolição da escravatura, negros ainda sofrem preconceito racial

Representando 54% da população, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros chegam neste dia 13 de Maio aos 129 anos de abolição da escravatura, enfrentando barreiras do racismo e preconceito, que impedem avanços na pirâmide social. Nessa data, organizações sociais negras e autoridades em geral, refletem a trajetória dessa população. Lembram também, o líder negro Zumbi que fundou Palmares na Serra da Barriga.

Este quilombo, que abrigou cerca de 30 mil pessoas fugitivas, entre negros, índios e brancos, configura-se ainda hoje como um dos principais símbolos de resistência contra a escravidão. Zumbi, que foi batizado como Francisco, morreu degolado pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, dia 20 de novembro de 1695, transformando-se num dos grandes heróis brasileiros.

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Países de povos negros pedem na ONU, combate ao racismo no Brasil

De acordo com o site BBC.com, em recente sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, para Revisão Periódica Universal do Brasil, países como Namíbia Ruanda, Haiti, Senegal e Botsuana, recomendaram à ONU, combate ao racismo no país. Eles pedem que o Brasil implemente políticas públicas para reduzir homicídios de jovens negros, liberdade religiosa e acesso à educação de qualidade. No encontro, a ministra de Direitos Humanos no Governo Brasileiro, Luizlinda Valois, se comprometeu a trabalhar com os parceiros governamentais objetivando seguir as recomendações.

A Lei Áurea foi extinta no Brasil em 1888, e não reservou nenhum direito ao negro

Abolida pela Lei Áurea em 13 de maio de 1888, a escravidão foi um processo incluindo tráfico de pessoas africanas para serem escravizadas, implantada pelos portugueses no Brasil por cerca de 350 anos. Transportadas em precárias navegações, essas pessoas enfrentavam travessia do Atlântico de até 120 dias.

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Feitas mercadorias, ficavam expostas em praças públicas para serem comercializadas. Nas fazendas, engenhos de cana-de-açúcar ou casas grandes, tinham de trabalhar incansavelmente, até 16 horas diárias. Dormiam amontoados nas senzalas, sem direito à educação ou qualquer outro benefício. #população negra #dia 13 de maio