Alguns casos criminais chamam a atenção do Brasil e do mundo. Certamente, não por acaso, alguns acabam tendo mais impacto na sociedade, seja por envolver alguém importante ou detalhes chocantes surpreendentes. A juíza Tatiane Moreira Lima trabalha em uma vara de justiça da Zona Oeste de São Paulo, é acostumada a atender todos os tipos de ação de violência, mas um caso a marcou. Era dezembro de 2016, quando uma menina, de apenas dez anos, sentou em seu colo. Chamaremos a menina, apenas para efeitos de explicação e facilitação na matéria, de Maria. A Menina estava toda machucada. Durante quatro anos, elas foi abusada pela família. Maria apanhava da sua mãe e também do padrasto.

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Os castigos tinham variados motivos. A mãe ficava brava, por exemplo, quando chegava em casa e achava algo fora do local. Maria era surrada por não manter a residência da família tal como queria o gosto de sua mãe. Todas as vezes que fazia algo reprovável pelo padrasto e a mãe, a menina era torturada. Ela tinha a língua cortada e passava por lesões em outras regiões do corpo. Sua mãe machucou até mesmo sua vagina. Ela estuprava a garota usando um alicate e tinha um único intuito, fazer com que ela sentisse muita dor.

A juíza condenou os pais da criança a penas duras. A mãe da garota, identificada como Vanessa Jesus Nascimento, pegou trinta e três anos de detenção. Quinze anos a mais que o padrasto da menina, que pegou 33 anos. Ele se chama Adriano dos Santos. A condenação é baseada em lesão corporação gravíssima e até #Crime análogo ao da escravidão, já que a tortura acontecia, quando a menina não aceitava fazer algo.

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A pena foi maior, por exemplo, do que o casal Nardoni recebeu pela acusação de terem matado a menina Isabela, morta em 2008.

Antes mesmo da condenação, a mãe e o padrasto de Maria estão presos. A polícia deteu o casal, assim que o caso foi descoberto. A juíza lembra como foi a conversa com a criança. Antes de conseguir que ela contasse tudo, ela precisou de cinco minutos. A juíza fez questão de dizer que era a última vez que ela precisaria contar aquilo. Tatiane então ouviu os relatos expostos nessa matéria.

A menina teve que contar detalhes de como os abusos eram feitos. A menina, no geral, apenas precisava responder com um 'Sim' ou um 'Não' com a cabeça. Agora ela está livre dos abusos, mas não dos problemas psicológicos que, certamente, eles irão acarretar. E você, o que achou da condenação do padrasto e da mãe?