O mês de abril deu um sinal positivo sobre a recuperação da economia brasileira. É que, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), abril registrou a criação de 59.856 #Vagas de emprego com carteira assinada.

Esse é o primeiro índice positivo do mês em três anos. No mesmo período do ano passado, foi registrado uma perda de 62.844 vagas de trabalho formal. Em fevereiro de 2017, os dados voltaram a marcar saldo positivo na geração de novas vagas de trabalho, quebrando um jejum de 22 meses. Em março, no entanto, os números mostraram nova queda nas vagas.

Setores aquecem a economia

Com exceção do setor de construção civil, todos os demais setores importantes da #Economia criaram novos postos de trabalho.

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O setor que mais empregou foi o de serviços, com destaque para a área médica, odontológica e veterinária. A agricultura também registrou forte alta em abril, respondendo por mais de 14 mil novas vagas. O setor da indústria e do comércio superaram o balanço negativo do mesmo período do ano passado e registraram mais de 13 mil e 5 mil vagas, respectivamente.

A maior abertura de vagas se concentrou no estado de São Paulo (cerca de 30 mil), impulsionada, principalmente, pelo ciclo da colheita de cana de açúcar no estado. Em seguida, vem Minas Gerais (14.818 vagas) e Bahia (7.192).

Outro fator que mostra uma perspectiva positiva na economia brasileira é o índice de crescimento do país. Segundo o Banco Central, o #Brasil cresceu 1,12% no IBC-Br, índice que funciona como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

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Somado a isso, a previsão do mercado é que a inflação apresente queda e feche 2017 abaixo de 4%, alavancando a economia brasileira.

Tendência é positiva

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que espera resultados positivos para maio e que a tendência é que se continue a criar vagas. Ele também prevê que o número de vagas de emprego aumente ainda mais no segundo semestre: "Nós acreditamos que a partir do segundo semestre, também a construção civil deverá apresentar sinais de recuperação e números positivos", afirmou.

O Brasil vem passando por um longo período de recessão econômica e instabilidade no mercado de trabalho. Em 2015, cerca de 1,5 milhão de pessoas perderam o emprego. No ano passado, esse número chegou a quase 1 milhão. Apesar dos números positivos registrados em abril, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país ainda atinge a marca de 14 milhões de desempregados.