O caso do garoto Alan Gonçalves Trabach, de 9 anos de idade, ganhou repercussão nas redes sociais após ser fotografado recebendo uma medicação quando estava sentado em uma cadeira plástica ao lado de uma lixeira. O fato ocorreu no Hospital Infantil de #Vitória, no Espírito Santo.

Neste último sábado (27), o garotinho acabou vindo a falecer. Ele estava se tratando de um câncer, o que resultou na falência múltipla dos órgãos.

O garotinho comoveu o mundo e ganhou destaque em vários sites do Brasil, inclusive na TV Gazeta, quando uma reportagem falava da superlotação no setor de oncologia do Hospital Infantil de Vitória. Alan descobriu o câncer no ano de 2013, quando iniciou o tratamento.

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Depois, a doença acabou se espalhando e atingiu outros órgãos.

Ainda nesta terça-feira (30), a notícia da #Morte de Alan foi novamente compartilhada nas redes, deixando inúmeras pessoas indignadas com a situação sofrida por ele.

Superlotação

No início deste mês, foi feito um abaixo-assinado por um grupo de mães que tenta conseguir o maior número de adesões a fim de conseguir mais leitos de internação para o hospital de Vitória. Elas informaram que não havia outras vagas na enfermaria oncológica. As mães receberam a informação que só surgem novas vagas para internação quando outras crianças vêm a óbito.

A equipe do hospital acomodava em outras áreas do hospital as crianças que necessitavam de internação e ali faziam um tipo de isolamento para o paciente diagnosticado com qualquer doença considerada contagiosa e também ortopedia.

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As mães informaram que, além da falta de leitos, todas as crianças que passavam por tratamentos enfrentavam atrasos no atendimento que chegavam a ser até de 30 dias para dar início ao processo de quimioterapia e, ultimamente, estava sem médicos oncologista no plantão aos fins de semana.

Catástrofe

Quando ocorreu a denúncia, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), Teresa Cristina Fonseca. Fez uma visita para conferir os leitos do Hospital Infantil de Vitória. Ela afirmou que a circunstância do hospital é grave. “É uma situação de calamidade, que não está adequada em hipótese nenhuma aos critérios mínimos”, afirmou Teresa.

Depois das denúncias, o governo do Estado anunciou que haverá uma mudança no Pronto-Socorro do Hospital Infantil e será instalado no Hospital da Polícia Militar. A previsão é para que aconteça no 15 do mês de julho deste ano. #cancer