Em plena luz do dia, e sem se incomodar com a presença das pessoas que passavam pelo local. Foi nesse cenário que um homem agrediu violentamente a sua ex-companheira. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança de uma casa, ele só parou de bater quando foi contido por outras pessoas. O crime ocorreu na última sexta-feira (28), no bairro Jardim da Glória, em Vespesiano, na região metropolitana de Minas Gerais.

Willian Pereira Machado, de 34 anos de idade, chegou ao posto de saúde chamando pela a ex-esposa, que trabalha no local. Para atrai-la, ele usou uma desculpa, disse que ela precisava assinar documentos referentes à separação.

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Quando a mulher se aproximou do veículo, ele a puxou pelo o cabelo e começou a espancá-la #violentamente.

"Quando ele consegue me pegar, ele me dá uma gravata. Ele me dá uma punhalada na barriga, que eu não sei o que foi. Eu grito, por favor, me socorre, ele vai me matar", relata a vítima. A mulher, de 35 anos, chegou a cair no chão e foi aí que apanhou mais. Pessoas que estavam na rua, seguraram o suspeito até a chegada da Polícia Militar.

A vítima, que preferiu não se identificar, disse que o marido sempre foi agressivo. Mas manteve o relacionamento porque acreditava na família. "Um tiro no pé, porque foi uma tentativa em vão. Foi um relacionamento em vão. Quando acabou, acabou para os dois", desabafa a mulher.

A mulher e Willian tiveram dois filhos, uma criancinha e um adolescente. Cansada das #agressões, há um, ano ela pediu a separação.

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Segundo a vítima, desde então a rotina passou a ser uma só: ameaças, medo e #perseguições.

Ela chegou a receber duas medidas protetivas contra o ex-marido. Detido em flagrante, o homem foi levado para a delegacia de plantão da cidade de Vespesiano que fica apenas três quarteirões do posto de saúde onde ela trabalha.

"Em junho do ano passado, eu tinha feito a primeira ocorrência contra ele. Ele me ligava e me ameaçava com palavrões, me enviava fotos de armas na intenção de me intimidar. Na ocasião solicitei as medidas protetivas. Já em março desse ano, eu abri novamente outro processo contra ele", ressalta a agente de saúde.

As marcas da violência estão em todo corpo. Cicatrizes de um crime covarde que aconteceu no meio da rua, visto por funcionários e usuários do posto de saúde. "Com medo que ele batesse minha cabeça no carro eu me atirei no chão. Então fui golpeada com vários pontapés", conclui a mulher. Segundo as testemunhas, o acusado teria dado uma facada na ex-companheira, mas a faca se quebrou e acertou a vítima de raspão na barriga.

Willian foi enquadrado na Lei Maria da Penha, por ameaças e lesão corporal.