Os empresários e irmãos goianos, Joesley e Wesley Batista, por meio da controversa, mas legal, manobra jurídica denominada delação premiada, desferiram o mais duro golpe dos últimos meses em relação a uma série de políticos brasileiros, acusando-os de suborno, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, caixa 2 nas campanhas eleitorais e uma série de outros crimes contra a nação. Os irmãos Batista, donos da J&F Holding, que engloba a #JBS, maior empresa processadora de carnes em nível mundial, literalmente implodiram as instituições do Brasil e agora vivem nos #Estados Unidos com toda a tranqüilidade e ostentação.

No dia 23 de maio, por exemplo, Joesley Batista ordenou que o seu iate “Why Not”, cujo valor está orçado em R$ 30 milhões, fosse transportado em um navio de cargas a partir do Porto de Itajaí, diretamente à cidade de Miami, ou seja, pura ostentação.

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A questão não é tão simples. Não se trata simplesmente do golpe explícito no mercado das finanças, o que gerou lucros incrivelmente altos em compras de moedas estrangeiras e movimentações de ações na bolsa de valores, com tantas informações consideradas privilegiadas por parte de Joesley.

Trata-se, antes de tudo, de princípios éticos nem um pouco observados pelos irmãos delatores e pelos seus interlocutores, políticos e empresários, desprovidos de qualquer sentimento patriótico; tanto é assim que os pedidos de desculpas feitos por Joesley se assemelham muito mais a uma grande zombaria do que a um arrependimento sincero.

A embarcação 'Why Not' por si só não significa nada, mas, neste momento em que o Brasil se mostra acéfalo de uma liderança que realmente possa tirá-lo do buraco figurado em que se encontra, o iate simboliza um tapa na cara da sociedade brasileira.

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Desde que as gravações registradas por Joesley com o presidente da República, #Michel Temer, e outras autoridades, as pessoas descobriram que o magnata pagou pelos favores de um procurador de Justiça, dois juízes atuantes em investigações acerca de suas empresas e funcionou como uma fonte inesgotável de propina ou dinheiro sujo para mais de mil políticos de carteirinha.

Pelo que tudo indica até agora, Joesley Batista teve êxito em salvar a sua própria pele, se distanciar das grades de uma penitenciária qualquer e ainda livrou as suas empresas da falência, o que contrasta nitidamente com a situação de outros empresários investigados pela Operação Lava Jato, como Marcelo Odebrecht, que continua enclausurado, contra a vontade, em uma cela da Polícia Federal, algo bem diferente do destino dos irmãos Batista nas terras do “Tio Sam”, que não precisam usar sequer tornozeleiras de monitoramento a longa distância, pois afinal de contas Joesley Batista pediu desculpas ao Brasil.