Por razões óbvias, as pessoas têm altas expectativas quanto ao comportamento de pessoas que se dedicam a pregar elevados valores morais e conclamar as pessoas a amar o próximo como a si mesmas. Quando alguma dessas pessoas falha moralmente, é natural que as pessoas que confiaram nela se consternem com a hedionda situação. Quando a tal falha moral é nada menos do que uma atrocidade, como, por exemplo, o abuso sexual, especialmente de menores, então os sentimentos de revolta e confusão impõem-se ainda mais vivamente. É o caso de um #Pastor que foi condenado ontem pelo juiz respondendo pela 1ª Vara Criminal de Sorocaba, cidade do interior paulista, pela prática de pedofilia.

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O religioso recebeu do Tribunal uma pena de 36 anos, 11 meses e 10 dias a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. As duas vítimas e suas famílias frequentavam a #Igreja do condenado na época em que o crime aconteceu, há pouco mais de dez anos. Segundo as autoridades, o pastor ameaçou as crianças para evitar que elas revelassem às suas famílias ou às autoridades policiais as atividades criminosas dele.

Entre as medidas tomadas pela Justiça antes da condenação, durante o processo de investigação, figurou a prisão preventiva do sacerdote, que foi decretada em julho do ano passado, ocasião em que ele foi enviado para a cadeia da cidade de Pilar do Sul, município que se localiza na Região Metropolitana de Sorocaba. Buscas na residência do então acusado foram feitas para a apreensão de material digital envolvendo a exploração sexual de crianças e adolescentes.

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Os dois casos de abuso sexual que levaram à condenação não são os únicos associados ao religioso. Segundo as autoridades, nos anos 80, outros dois menores sofreram abuso sexual cometido pelo pastor, mas as denúncias desses casos não foram feitas antes que o crime prescrevesse, impedindo que o religioso possa ser condenado judicialmente por eles. Há também denúncias de abusos sexuais cometidos pelo condenado nos anos 90 e em 2001 contra três jovens, dois deles seus sobrinhos. Por terem sido ameaçadas pelo autor dos abusos, as vítimas não formularam à época denúncia. Apresentaram-na posteriormente porque suspeitaram que o pastor ainda estava abusando sexualmente de menores. Infelizmente, a investigação policial acabou por confirmar as suspeitas das vítimas anteriores, o que acabou levando à condenação do pastor à sentença acima mencionada. #Estupro