Foi 14 anos de um casamento feliz, uma vida dedicada à família que acabou na véspera do dia em que Sheila da Silva Cavalcante completaria 42 anos de idade. A mulher foi #assassinada no quarto da casa onde havia se mudado há poucos dias com o marido, o comissário José Geraldo da Silva Bezerra, também de 41 anos, e com os dois filhos.

A casa estava sendo reformada, realizando um sonho da dona de casa. Na noite que antecedeu o crime, ocorrido na terça-feira (23), Sheila e Geraldo discutiram bastante. Ela, então, decidiu sair de casa e passou a noite na casa da mãe. Até tentou levar a filha, mas Bezerra não deixou.

Passou a noite inteira preocupada, inclusive, comentou com familiares que tinha medo que ele pudesse matar a filha e tirar a própria vida porque não conseguia falar com o marido pelo o telefone.

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A preocupação de Sheila se justificava porque nos últimos dias o marido passou a apresentar um comportamento #Estranho.

O filho dela e enteado do policial não acreditava que ele pudesse chegar ao ponto de uma violência tão grave, nem com a filha e nem com a esposa. "Ele nunca levantou a mão, nunca agrediu nem verbalmente, ele sempre foi tranquilo. Nós nunca imaginávamos uma coisa dessas", disse Rafael Maranhão, cunhado da vítima.

Logo cedo, na manhã de terça, Bezerra teria apresentado o mesmo comportamento estranho de dias atrás, nervosismo e impaciência. Sheila decidiu ir para casa vizinha, mas não levou a filha de 5 anos porque mais uma vez ele não teria deixado. Então, por volta das 8 horas da manhã, ela voltou para casa. Era a hora de arrumar a filha para ir para escola e nesse momento um tiro foi ouvido.

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Um único disparo que atingiu a vítima na região do tórax. Bezerra saiu de casa, atravessou a rua e se ajoelhou e colocou as mãos para o alto e falou: "Eu vou ser arrebatado por um disco voador".

O corpo da mulher foi recolhido para o IML (Instituto Médico Legal) do Recife. Os vizinhos pareciam não acreditar, tudo foi testemunhado pela a filha pequena do casal. Uma perícia foi realizada no local, onde os policiais recolheram a arma do crime.

O comissário, que era lotado na Delegacia de Homicídios de Goiana, Mata Norte de Pernambuco, aguardou a chegada da polícia, foi retirado do local sob um forte esquema de segurança e com gritos de revolta da comunidade. Na delegacia, ele parecia não ter a real noção do que tinha feito.

“Eu não matei, uma força #Alienígena conseguiu tomar meu corpo através de uma ligação de telefone celular, por ondas eletromagnéticas. Que eles dominam todo sistema por isso. Aí eu fui o objeto da ação. Eu não fiz de sã consciência, a força me tomou”, disse Bezerra para a reportagem.