A emissora Rede #Globo está, a todo momento, divulgando notícias do mundo político. O Jornal Nacional "estourou" na audiência após mostrar os áudios gravados envolvendo políticos poderosos. Com um noticiário de grande alcance, a emissora é, muitas vezes, criticada e isso tem deixado os diretores preocupados.

As últimas delações que comprometeram o senador afastado Aécio Neves e o presidente do Brasil Michel Temer levaram um grande risco aos repórteres e jornalistas que passam as informações. A delação dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista mexeu até mesmo com o delegado da Polícia Federal, Leandro Daiello e com ministros do Supremo Tribunal Federal, que possam ter envolvimento.

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Por exemplo, foi flagrada uma conversa telefônica entre Aécio Neves e o ministro Gilmar Mendes. Nesse diálogo, há uma suposta tentativa de articulações em votações importantes como o projeto de Lei de Abuso de Autoridade.

Tudo isso está sendo e foi reportado por várias emissoras, mas com a Globo as coisas podem pesar mais, devido a sua grande audiência.

Na última quinta (18), o Jornal Nacional teve um recorde anual e atingiu sua maior audiência desde de 2016, quando teve os mesmos pontos após o jogo do Brasil contra a Alemanha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Segurança

Para evitar problemas nas reportagens e ataques aos seus jornalistas, a Globo aumentou a segurança. A emissora também não quer mais tolerar a invasão de links ao vivo, onde pessoas aparecem com cartazes criticando as reportagens.

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A Globo sempre está sendo acusada de manipular as informações e frases são ditas por grupos que tentam boicotar a emissora. Uma das frases criadas é: "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo". Essas palavras nasceram há 33 anos quando a Globo ignorou as Diretas Já.

Expulsão

Um dos momentos em que a TV Globo foi hostilizada foi no dia do velório da mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa Letícia. As pessoas com pensamento de esquerda e com bandeiras vermelhas nas mãos ficaram revoltadas com a presença de repórteres da emissora.

Os manifestantes, quando viram os jornalistas cobrindo o velório, começaram a ir para cima deles gritando "imprensa golpista" e "imprensa assassina". A equipe teve que deixar o local às pressas para não ser agredida.

Alguns funcionários do Sindicato Metalúrgico de São Bernardo do Campo repudiaram as ações dos militantes, dizendo que aquele momento não era de confusão com a imprensa, mas sim, de silêncio. #Segurança