Uma reviravolta inesperada foi anunciada nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro. A investigação de um crime de estupro coletivo ganhou um novo viés e um dos possíveis culpados pode ser um nome até então não apontado, o do namorado da vítima. O #Crime contra uma adolescente de doze anos aconteceu na semana passada, um ano depois de outro estupro coletivo ocorrido no estado, às vésperas dos Jogos Olímpicos. De acordo com informações do portal de notícias G1, a chamada Dcav, Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima está tentando prender os envolvidos no novo caso de abuso sexual, que desta vez ocorreu em um município da Baixada Fluminense, uma das regiões mais pobres do Rio.

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É bom dizer que um dos procurado é, justamente, o namorado da vítima, que tem dezoito anos de idade. Além da prisão, a polícia tem também em mãos mandados de apreensão. Lembrando que na terça-feira (8), um menor de idade acabou confessando que participou do estupro coletivo da Baixada Fluminense. Ele seria um dos rapazes que aparece no vídeo que acabou caindo na internet e que mostra a ação violenta. Nele, a menina tenta tampar o rosto e evitar ser filmada. Um dos rapazes chega a dizer para ela parar de gritar, pois poderia ser identificada. O fato foi registrado na favela da Chatuba, na cidade de Mesquita.

A matéria do G1 revela que as famílias dos menores que aparecem no vídeo continuam ajudando os investigadores. Um avô, segundo o Extra, estaria disposto a colaborar na apuração e denunciar o neto, caso ele apareça.

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A menina já prestou depoimento. Ela foi com a tia na delegacia. Foi a tia quem descobriu primeiro que as imagens da violação estavam na internet e decidiu procurar ajuda das autoridades. A menina foi molestada durante uma festa.

Ao que se sabe, a menina foi para a casa do namorado e lá estavam dois meninos, um de 16 e outro de 17 anos. Eles insistiram para transar com ela e a menina se recusou. O namorado então chamou mais um rapaz e os quatro decidiram ter relações íntimas forçadas com a menina, que acabou entrando no programa de testemunha do governo em parceria com a polícia. Pela legislação brasileira, fazer sexo com uma pessoa menor de 14 anos é estupro, mesmo com consentimento da vítima. Uma perícia, segundo o G1, já foi realizada na casa da vítima e objetos devem ser utilizados como provas. O delegado do caso ainda solicitou ao Facebook que mantenha os perfis dos acusados ativos, impedindo que eles apaguem qualquer coisa.