Luiz Fernando da Costa ficou conhecido em todo o país nos anos 1990, quando ele mandava e desmandava no crime organizado do Rio de Janeiro. Atuando com destreza e crueldade, o criminoso aparecia no noticiário graças ao seu apelido, “Fernandinho Beira-Mar”. Preso, ele se tornou o presidiário mais famoso do país. Nesta quarta-feira (24), no entanto, a Polícia Federal revelou ao país que Fernandinho não parou de ser criminoso nem mesmo quando estava na cadeia.

Ele estaria à frente de novas ações criminosas. O segredo exposto do ex-traficante chocou muita gente e o nome dele ficou entre os mais comentados das redes sociais.

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No Twitter, por exemplo, o seu apelido ficou entre os 10 assuntos dos trending topics.

Polícia Federal faz ação contra quadrilha de Fernandinho Beira-Mar

Por conta da descoberta, desde a madrugada, agentes da Polícia Federal cumprem mandados de prisão em cinco Estados diferentes e também no Distrito Federal. Alessandra da Costa, a irmã do ex-traficante, seria a conselheira do criminoso, que está preso em um presídio de segurança máxima. Alessandra mora em um condomínio de luxo do bairro 25 de agosto, na Baixada Fluminense.

O bairro faz parte do município de Duque de Caxias, onde o bandido foi criado e fez história no #Crime. Alessandra é acusada de lavar dinheiro e também montar uma organização criminosa. Um dos filhos do criminoso também foi preso. Considerado braço-direito do pai, ele foi detido no Ceará, onde uma das quadrilhas chefiadas por Beira-Mar atuava.

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Investigações contra bandido duraram um ano; cidadãos eram ameaçados e controlados por quadrilha

A Polícia Federal, segundo informações do portal de notícias G1, revelou que as apurações duraram ao todo pouco mais de um ano. Ela descobriu que, mesmo o ex-chefe do tráfico no Rio de Janeiro estando preso em Rondônia, conseguia chefiar os mais variados negócios.

Por isso, descobriu-se, por exemplo, que Beira-Mar não tratava apenas droga, mas outra ações, como venda de cigarros, cesta básica, abastecimento de água, máquinas caça-níquel etc. Dessa forma, ele conseguia fazer o controle total das comunidades cariocas, já que esses serviços são essenciais para a sobrevivência de todos. Há relatos também de ameaças.

Prisões

Ao todo, são 35 mandados de prisão, além 86 de busca e apreensão. Vinte e sete pessoas também serão obrigadas a irem até uma unidade da Polícia Federal, no que se chama de condução coercitiva.

Em diversas entrevistas que deu, algumas para o jornalista Roberto Cabrini, Fernandinho negou que ainda estivesse à frente do crime no Rio e disse que aproveitava o tempo na cadeia para ler. #crimeorganizado #FernandinhoBeira-Mar