Um #Crime que ocorreu em 11 de março deste ano, que trata da morte de José da Paixão dos Santos, de 59 anos, morto em um bar, foi elucidado pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios de Goiânia ontem, sexta-feira (19).

O caso é bizarro. Leia mais.

Estrabismo

Segundo a polícia, uma briga ocorrida entre duas mulheres, por motivos passionais, ou seja, que provavelmente teve por objeto relacionamento amoroso, levou à morte de uma pessoa dentro de um estabelecimento comercial.

Leonice Moreira de Sousa, de 23 anos de idade, e seu irmão, Maico Douglas Sousa, de 26 anos de idade, entraram em um bar armados e começaram a atirar em um desafeto (inimigo), que era uma suposta mulher que estava causando ciúmes em um relacionamento amoroso, ou seja, possivelmente estava tendo um caso com um ex-namorado da atiradora.

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O Delegado que chefia as investigações, Dannilo Proto, asseverou que Leonice atingiu a vítima "errada", um homem, o qual estava bebendo do outro lado do bar, e nada tinha a ver com a briga. Isso porque a autora do crime tem um problema de visão chamado de "estrabismo" - que afeta a direção do globo ocular.

Veja a reportagem completa acerca dos fatos que levaram à prisão dos autores do crime:

Erro de cálculo

“Ela e o irmão foram buscar duas armas e voltaram atirando contra a mulher. Ela não foi ferida, mas pelo problema de visão da Leonice, ela acabou atingindo um homem que estava há uns 20 metros do verdadeiro alvo dela”, disse o Delegado.

Desse modo, quando a mulher pensou estar atirando contra sua inimiga, na verdade ela estava apontando a #arma na direção oposta. Ao atirar, acabou atingindo José e ele morreu na hora, ainda no local dos fatos, sem qualquer chance de ser socorrido.

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À #Polícia, a mulher negou a prática do crime, alegando que quem teria efetuado os disparos teria sido seu irmão. Ela está presa desde o dia 28 de março e o irmão desde 12 de maio.

Porém, conforme o entendimento do Delegado, a mulher pode ter sim cometido o crime (hipótese que é bem mais provável), mas ter "errado o alvo".

Em outra versão, o irmão defendeu a garota e confessou ter sido o autor dos disparos, a fim de isentá-la de culpa acerca dos fatos. Entretanto, testemunhas asseveraram que Leonice foi sim a autora dos disparos que mataram o frequentador do bar.

Ambos responderão por homicídio qualificado por motivo torpe, com pena de 12 a 30 anos de reclusão. Se os fatos forem minimamente comprovados, o processo pode ir à Júri Popular.