Investigações da Polícia Civil de Petrópolis, na Serra do Rio, efetuou a prisão de 11 pessoas nesta sexta-feira, 5, pela manhã. Quatro estariam ainda foragidas. A operação foi chamada pela polícia de Mandala.

A acusação que recai sobre os presos é que todos estariam envolvidos em uma #seita religiosa, cujo o objetivo era mutilar crianças e atuar na ilegalidade, como estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização para prática criminosa. Entre os presos, quatro mulheres e sete homens. Todos foram encaminhados para a 105ª Delegacia de Polícia, no bairro Retiro.

A Justiça expediu 15 mandados de prisão e de busca e apreensão na casa dos denunciados e onde funcionava a seita religiosa.

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Donato Brandão Costa, apontado como o responsável pela seita religiosa, é um dos onze presos desta sexta. Ele já é velho conhecido da polícia. Em 1999, ele foi condenado a quase 40 anos de prisão. Cumpriu um terço da pena e foi colocado em liberdade por meio de um habeas corpus. Sua condenação passada envolvia lesão corporal muito grave, falsificação, estelionato. Em 2016, havia sido preso novamente em Petrópolis.

Conforme entrevista do delegado Alexandre Ziehe ao G1, Donato deve perder o direito à regressão de pena.

Ele ainda cumpre pena por conta do crime pelo qual foi condenado no Maranhão e como possui outras condenações no Estado de São Paulo, foi pedida a reintegração do preso ao sistema carcerário.

Segundo apontam as investigações, a organização criminosa pode ter lucrado cerca de R$ 5 milhões com ações fraudadas na Justiça usando nomes de fiéis da igreja de Donato.

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Seriam 33 ações judiciais, basicamente contra agências bancárias, 12, e empresas de cartão de crédito e telefonia. Segundo informou o G1, a defesa de Donato não foi encontrada para dar sua versão. A seita opera há cerca de três anos em Petrópolis, em uma casa no bairro de Itaguaí.

Ainda foi apontado pela polícia que antes dos três anos de atuação em Petrópolis (desde 2013), a seita operava no Maranhão. Estima-se que exista desde 1990.

Nas investigações, a polícia também descobriu um sítio localizado na BR-040, km 74, que era utilizado pela quadrilha como QG do crime. No sítio foram encontradas provas dos vários estelionatos, como cartões de crédito, cheques e documentos de terceiros, documentos de empresas de fachada e carros de luxo. Mas algo chamou muito a atenção da polícia. Existiam roupas e documentos de crianças enterrados na propriedade, além de livros de instrução de procedimentos cirúrgicos. Foi também encontrada grande quantidade de ácido glicólico que será investigada sua aplicação (o ácido é comumente usado em procedimento de rejuvenescimento da pele).

Conforme apontou a polícia, há informação de que a seita mutilava crianças. #mutilação de crianças #Religião