Nesta terça-feira (2), o #Rio de Janeiro foi, mais uma vez, palco de uma verdadeira guerra. Em Cordovil, zona norte da cidade, um intenso tiroteio entre #Traficantes resultou em oito ônibus e dois caminhões incendiados e no isolamento da Baixada Fluminense.

A Polícia Militar interveio e interditou a rodovia Rio-Juiz de Fora, a pista lateral da Avenida Brasil em ambos os sentidos e também a Linha Vermelha, que faz a ligação da Baixada Fluminense à zona norte do Rio, foi totalmente interditada.

Mais de quarenta pessoas suspeitas foram presas e mais de trinta fuzis foram apreendidos.

As aulas da rede municipal da região foram suspensas.

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O caos causado pela ação dos bandidos afetou a vida de muitas pessoas que retornavam do feriado nesta manhã, além daqueles que utilizam estas vias normalmente.

Tamanha crise na segurança carioca, que já há muito está fora de controle, obrigou a polícia a convocar tropas especiais. Desta vez, o conflito começou com a tentativa de invasão de uma das facções criminosas na Cidade Alta, em Cordovil.

A situação, que coloca em risco a vida de milhares de pessoas, perdurou por todo o dia. Segundo o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), a tropa especial continua no local, fazendo uma varredura em busca de bandidos.

Em nota, o prefeito Marcelo Crivella cumprimentou a Polícia Militar pela ação dizendo que "foi rápida e eficiente na resposta contra as ações criminosas" e considerou o trabalho exemplar.

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O desgoverno da cidade do Rio de Janeiro é visível e não é um fato isolado no país. Ainda assim, o prefeito Crivella culpa a falta de controle das fronteiras do país, que permite a entrada de armas e munição e reporta ser "inadmissível a #Guerra em que vivemos". De acordo com Crivella, se for impedida a entrada destes materiais no Brasil, será evitado "o massacre dos inocentes".

O que talvez o prefeito tenha esquecido de mencionar, é que o cerne da crise se deve à corrupção, que resultou na falência das instituições daquele estado.

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro divulgou outro dado alarmante. Até agora, em 2017, foram incendiados mais de 50 ônibus. Em todo o ano de 2016 foram 43 veículos destruídos. Estes veículos não estão cobertos por seguro para casos de incêndios criminosos e o prejuízo estimado neste ano chega a R$ 22 milhões.

É evidente que a situação está fora de controle e que a população carioca é refém das facções criminosas que atuam na cidade. Ações como esta atingem não apenas a população local, como também a economia, já que o Rio é uma cidade turística e que já foi o cartão postal do Brasil.

Com a repetição de episódios como este e sua proliferação, é iminente encontrar uma solução para a crise que toma conta do país.

Conhecido como o eterno "país do futuro", a julgar pelos recentes acontecimentos, o que se pode dizer é que não haverá futuro algum.