Jorge Mendes Carneiro foi absolvido após a realização do julgamento na tarde desta quarta-feira (17), no fórum do município de Prado, no Sul da #Bahia. Ele é acusado pela #Morte do seu próprio filho, um bebê de apenas nove meses que veio a óbito após supostamente ter caído de um carro em movimento.

Foi averiguado no inquérito policial, após a exumação do corpo do bebê e durante a reconstituição do #Crime, que ele teria sido morto em implicação de uma agressão e, por isso, tanto o pai quanto a mãe da criança foram ligeiramente apontados como possíveis autores do crime.

A polícia ainda verificou marcas na cabeça da criança, que de modo algum foram compatíveis com a versão apresentada pelos pais, de que a criança teria caído do carro quando este estava em movimento.

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A denúncia foi realizada pelo próprio Ministério Público, o que acabou resultando na prisão dos pais oficialmente em dezembro de 2016, mas dias depois a mãe acabou sendo autorizada a sair da cadeia, pela própria justiça, que concluiu que não havia artefatos para incriminá-la. Após sua soltura, a mãe do bebê passou a fazer parte do grupo de testemunhas a favor do marido.

No julgamento, familiares da mulher compareceram trajados com uma camisa com a escrita “Acreditamos na sua inocência”, por acreditarem que o pai realmente não era culpado pela morte da criança em outubro de 2016 naquele município.

Como aconteceu

O caso aconteceu mais precisamente no dia 29 de outubro de 2016, mas tudo só foi registrado no dia seguinte pelos pais da vítima. Em depoimento à polícia, o pai do bebê disse que o menino estava sentado na cadeirinha no banco de trás do veículo, mas que no momento estava sem o uso do cinto de segurança.

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Ainda no seu depoimento, ele contou que na vibração da estrada, a criança foi derrubada da cadeirinha e, em seguida, acabou abrindo a porta do carro, o que resultou na queda. Ele ainda relatou que levou o bebê às pressas para uma Unidade de Pronto Atendimento do município de Prado, mas o bebê já chegou no local sem sinais de vida.

O delegado responsável pela investigação, Júlio César Telles, a princípio avaliou que a versão do pai era muito contraditória e suspeitou que a criança tivesse sido vítima de agressão. Nas investigações, a polícia descobriu - por informações de terceiros - que o bebê já tinha sido agredido dias antes, no município de São Félix do Caribe, localizado também na Bahia.

Nas redes sociais a decisão causou uma divisão de opiniões. Mas e você, o que acha desta situação? Deixe seu comentário.