Suzane Von Richthofen, condenada por matar os próprios pais, saiu, nesta sexta-feira (12), do presídio de Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, ironicamente, para o Dia das mães, sendo que foi buscada por seu namorado.

Este "privilégio" foi concedido aos presidiários que obtiveram boa conduta entre o regime semiaberto. Ela deverá retornar à penitenciária na quarta-feira (17).

Esta não é a primeira vez que isso acontece. No ano de 2016, ela foi liberada para a Páscoa, assim como para o Dia das Mães. Nesse último caso, ao voltar para o presídio, acabou sendo colocada na solitária por ter mentido sobre o endereço em que iria ficar.

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Apesar do ocorrido, ela foi liberada para o Dia dos Pais, no mesmo ano.

Sobre o local onde irá permanecer

Segundo informações, a detenta Suzane Richthofen deverá ficar em uma casa em Angatuba, São Paulo, onde mora seu namorado.

O caso surpreende grande parte da população

Muitos veem este caso como um dos exemplos clarividentes do falho sistema penal que o Brasil possui, pois liberam ironicamente condenados que estão cumprindo penas específicas para "comemorarem" datas especiais que possuem vínculo com a razão de estarem lá.

Sem contar que há casos em que os detentos utilizam destas oportunidades como meios de fuga, tornando-se muitas vezes foragidos da Justiça. Por esta razão, o ocorrido surpreende grande parte da população, que atualmente sente-se insegura com a ascensão da criminalidade ocorrente no país.

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O assassinato ocorreu no ano de 2002, condenando em 2006 os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva e Suzane Richthofen pela morte de seus pais, Marísia e Manfred. O caso tornou-se famoso por conta da gravidade do ocorrido. O fato da liberação causou muitas discussões no ano passado, quando Richthofen foi liberada para o Dia das Mães, assim como para o Dia dos Pais.

A discussão sobre impunidade é recorrente e inevitável com estas notícias que tornam-se famosas, principalmente nos meios das redes sociais. Para muitos, isso representa algo absurdo. Desta forma, há de se realmente questionar o sistema penal brasileiro, buscando respostas, assim como possíveis soluções para resolver problemas sociais no que tange holisticamente à sociedade brasileira. #2017