Anderson Alves de Siqueira Bernardino Kunzle, suposto "atirador de elite" que prestava serviços para o Primeiro Comando da Capital (PCC) na Cracolândia, no Centro de São Paulo, está foragido depois de uma "batida" policial no local, ocorrida no último domingo (21).

Entenda o caso

Anderson está sendo procurado pela polícia depois de uma operação realizada, a qual prendeu 56 pessoas suspeitas de prestarem serviços para traficantes ligados ao PCC. A facção tem apoiadores dentro e fora de todos os presídios brasileiros.

O homem foi identificado depois que câmeras de vigilância da Guarda Civil de São Paulo o flagraram usando uma arma de alto alcance para atingir policiais.

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Imagens mostram o suspeito apoiando uma submetralhadora sobre o teto de um carro.

'Lurdinha e Thor'

Nas redes sociais, Anderson mostrava uma submetralhadora, apelidada de por ele ‘Lurdinha’, e um cachorro pitbull, o qual ele chamou de ‘Thor’. O homem postou uma foto na rede social onde estava ao lado do animal de estimação e, pasme, da arma, sem qualquer pudor.

Para a #Polícia, a submetralhadora 'Lurdinha' tem alto poder de destruição. Ainda, o rapaz é um tipo de ‘#Sniper’ da Cracolândia, que trabalhava para o PCC.

Ex-militar

Conforme informações da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes da Polícia de São Paulo, Kunzle desertou do Exército Brasileiro. Antes, ele morava e trabalhava em Pernambuco.

Depois da operação policial, Anderson fugiu para o Paraguai.

A polícia pede a ajuda da população para capturá-lo.

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Operação criticada pelos 'Direitos Humanos'

A operação foi criticada por muitas ONG's de Direitos Humanos. Contudo, a polícia alega que ela foi necessária para o desmonte do tráfico na região, que estava tão estruturado ao ponto de aceitar cartões de crédito e débito para a compra e venda de #drogas ilícitas, por entenderem que foi "violenta".

No local foram apreendidos mais de 21 kg de drogas, no total, e quase R$ 50 mil reais em espécie, além de três pistolas e mais dois revólveres.

Ainda, as autoridades ressaltaram que os traficantes Fabio Lucas dos Santos, vulgo FB, e o Léo do Moinho, da Favela do Moinho forneciam os entorpecentes na Cracolândia.

Desde o ano de 2013 o PCC teria assumido o tráfico na Cracolândia. No entanto, permitiu que outros traficantes atuassem na região, desde pagassem um aluguel para usarem "os pontos", também popularmente conhecidos como "mocós" para venda de drogas.