Uma situação inesperada mostrou, na prática, o quanto a sociedade ainda precisa evoluir. O episódio ocorreu durante uma das milhares de viagens no sistema de trens de passageiros de São Paulo. Pessoas próximas ao fato gravaram todo o desenrolar das cenas e compartilharam nas redes sociais.

Pelas imagens uma mulher parece ser mais uma vítima dos constantes furtos ou roubos de celulares tão comuns nas grandes cidades. Ela discute com um homem negro, que pelo sotaque é possível perceber que se trata de um imigrante. Ela tira satisfações como o passageiro, dizendo que ele roubou o seu celular.

Ele fica indignado, diz que ela está maluca e a todo momento pergunta se ela o conhece para julgá-lo desta forma.

Publicidade
Publicidade

Ela está de costas e embora não seja claramente audível o que fala, é possível notar que ela insiste em dizer que ele a furtou. “Eu quero meu celular que você pegou”, diz ela.

Ele, que está de frente para a câmera de celular, mantem firmeza em dizer que ela está errada e a desafia a tentar achar o celular dela com ele.

Ela parece remexer em uma sacola que seria dele e não acha o aparelho. “Cadê? Se eu roubei onde está então”, desafia ele, perguntando novamente se ela o conhecia para poder acusá-lo.

Inconformada, ela rebate e pergunta se ele a conhece. “E você, me conhece por acaso. Só sei que eu quero meu celular e vou chamar a polícia”.

Ele diz que ele é quem deveria chamar a polícia para ela.

No meio da discussão, ela coloca a mão novamente na própria bolsa e acha o aparelho que procurava.

Publicidade

“Tá aqui, achei”. Nesse momento ouve-se várias pessoas emitindo sons de perplexidade.

Um dos passageiros, talvez o que estava filmando afirma que se fosse ele no lugar do imigrante chamava a polícia e processava a responsável por levantar falsa acusação de #Racismo.

“Que vergonha dizem outros passageiros”.

O cinegrafista perde a paciência e diz a acusa diretamente de ter cometido uma injustiça e a classifica como racista. “Tinha trezentas pessoas no trem e você acusou justo ele. Você é uma racista sim”.

“Se eu fosse racista meu marido não era negro”, respondeu ela.

O rapaz então desdenha: “Grande m... Grande cocô. Contra fatos não há argumentos”.

A discussão segue por mais alguns segundos e só depois de alguns segundos ela se vira para a vítima e pede desculpas. “Não desculpa não”, opinam outros passageiros. “Se fosse um loiro de olhos azuis ela não ia acusar”, diz uma passageira.

O que você faria?