O luto, certamente, é um dos sentimentos mais difíceis da sociedade. Superá-lo não é uma tarefa fácil. Isso, no entanto, é uma luta na vida dos parentes e amigos dos mortos do voo da Chapecoense. Em novembro do ano passado, o avião que levava o time para a final da Copa Sul-Americana acabou caindo próximo ao aeroporto de Medellín, na Colômbia, deixando para trás setenta e uma vidas. Entre elas, estão nomes dos jogadores do time de Santa Catarina, comissão técnica, jornalistas e parte da equipe que estava a bordo na aeronave. Um dos mortos da #Chapecoense é Arthur Maia. Ele era uma promessa do futebol brasileiro, mas quis o destino que ele não resistisse em tamanha tragédia.

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Arthur se foi e a esposa dele, Fernanda Abreu, de 27 anos, tenta superar a triste situação de não ter o esposo por perto. Diversos sites de notícias repercutiram neste fim de semana uma entrevista com ela, que não supera a morte do atleta. Fernanda diz que tenta, mas, mesmo após tantos meses, ainda tem muita dificuldade em lidar com o sentimento. Ela teria emagrecido pelo menos onze quilos desde a tragédia. O seu padecer a olhos vistos assusta os familiares, que temem pela vida de Abreu, que, por acaso, tem o mesmo nome da cantora de sucesso.

Tudo o que ela tinha do jogador virou apenas lembrança. Algumas felizes, outras tristes. No entanto, o futuro da jovem mulher ficou sem rumo. Ela descreve o sentimento como uma espécie de morte em vida. “Eu morri junto com ele.

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Me sinto morta por dentro. A luz que tinha aqui dentro se apagou junto com ele. Hoje, eu me vejo sem vaidade”, revelou a viúva, que quase não sai da própria residência. Fernanda apenas deixa a sua casa para participar de terapias e para se dedicar à religião, em um centro espírita.

Suposto prenúncio da morte do marido

Mesmo assim, ela informa que sair de casa é uma luta diária, difícil e rara. Ela acorda e, instantaneamente, já começa a chorar. A viúva da Chape confirma que dói muito e que o companheiro falecido era uma das razões dela existir, fonte de tudo. Era ele quem dava a proteção e o amor que Fernanda precisava, segundo ela. Na entrevista, a jovem mulher diz que arrancaram um pedaço dela e ela não está sabendo viver sem esse pedaço. Ela disse que a ligação entre os dois era tão grande que, no dia da morte do marido, na madrugada, ela sentiu algo estranho. Ela teria ouvido um grito, justamente, no momento em que o acidente ocorreu. Muitas das famílias que passaram pela perda dizem o mesmo.