Nesta sexta-feira (23), o site da Revista Veja publicou um desabafo na íntegra de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella Nardoni. A garota faleceu no ano de 2008, após ter sido jogada de um prédio de classe média alta na grande São Paulo. O #Crime chocou o país e, na época, o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e a madrasta dela, Anna Jatobá, foram condenados pela Justiça. Após ter cumprido mais de um terço de sua pena, Anna Jatobá voltou à mídia nas últimas semanas. O motivo é que um pedido feito pelos advogados dela provocou polêmica. A madrasta de Isabella Nardoni tenta o regime semiaberto e, caso consiga, voltará ao convívio com a sociedade.

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O caso foi mostrado pelo 'Fantástico' no último domingo (18).

Ana Carolina é contra pedido de liberdade da assassina de Isabella Nardoni

Jatobá pretende estudar e também abrir uma confecção de roupas, caso consiga o benefício. Uma psicóloga, que atendeu Anna, garante que ela consegue discernir o bem e o mal. A mãe da menina morta no crime que chocou o Brasil não concorda e garante que apenas o pedido dela já é um absurdo por si só. A mãe da criança que teve a vida interrompida diz que não tem como uma pessoa que cometeu tamanha atrocidade tenha mesmo capacidade de se regenerar. Ana lembra que já se passaram nove anos e três meses do crime e que ela convive com a dor da perda desde então. Recentemente, essa dor foi amenizada, com o nascimento de um segundo filho. Carolina tenta recomeçar a vida.

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Mãe da menina Isabella diz que não pode abraçar a filha

Carolina reclama que, caso o benefício seja dado à Jatobá, que ela poderá abraçar seus filhos, mas que a mesma presa teria tirado esse benefício dela, quando matou a menina Isabella Nardoni. No desabafo em tom de crítica, a mulher que foi abraçada pelo país diz que não acredita que os nove anos na cadeia tenham regenerado a madrasta de sua filha. Ela ainda diz que não pode mudar as leis, mas que tem o direito de discordar delas e, ao mesmo tempo, mostrar-se chocada diante de tais decisões. Ana se diz penalizada por saber que alguém que cometeu um crime hediondo poderá voltar às ruas.

"Mão há nada que garanta que ela não possa fazer novamente a mesma coisa que fez contra a minha filha, ou qualquer outro tipo de crime tão horrível quanto esse", diz Ana, que ainda cita que muitos presos que cometeram tal crime não se regeneraram quando receberam tal benefício.

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