Os números são alarmantes. Não é exagero afirmar que a #Violência no #Brasil é tão preocupante quanto os ataques terroristas que abalam o mundo.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram recentemente o Atlas da Violência 2017, que contabilizou 59.080 assassinatos no país em 2015.

O número se manteve estável em comparação com os dois anos anteriores, que registraram cerca de 60 mil assassinatos. Mas esse cenário assusta muito quando comparado ao número de mortes causadas por atentados terroristas, que fazem milhares de vítimas no mundo todo.

Só nas primeiras semanas de 2015 foram 3,4 mil pessoas assassinadas no Brasil.

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Todos os atentados terroristas, desde o início de 2017, vitimaram 3.314 pessoas em 498 ataques no mundo todo. Viver no Brasil é estar em alerta vermelho constante.

Em outra comparação, o número de pessoas mortas só em 2015 é quase o total dos habitantes na Groenlândia, país com 60 mil habitantes.

Segundo os dados da pesquisa, é possível verificar cerca de 28,9 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Algumas regiões registraram um grande aumento nas taxas de assassinatos entre 2005 e 2015. Estados do Norte e do Nordeste tiveram um aumento de 100% no número de mortes. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a taxa de homicídio cresceu 232%.

Outros estados registraram uma queda na taxa de homicídios, como São Paulo, onde foi constatada uma diminuição de 44,3% no número de assassinatos. Pernambuco, Paraná e Mato Grosso do Sul também registraram quedas nas mortes por homicídio.

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Jovens, homens e negros são os principais alvos da violência

A pesquisa mostra que o perfil das vítimas da violência continua o mesmo: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Em 10 anos a taxa de homicídios de jovens negros aumentou 18,2%.

Os dados do Atlas da Violência revelam que, entre 2005 e 2015, mais de 318 mil jovens foram vítimas de assassinatos no Brasil, um aumento de 17,2% na taxa de homicídio de pessoas entre 15 e 29 anos. Somente no ano de 2015, as mortes de jovens correspondeu a 47,8% do total de assassinatos.

A violência contra a mulher também fica evidenciada na pesquisa, que apontou que 4.621 mulheres foram assassinadas em 2015. Em 10 anos a taxa de mulheres negras assassinadas aumentou 22%.

Maioria das mortes por arma de fogo

Os dados da pesquisa mostram que a maioria dos assassinatos no país é causada por armas de fogo, totalizando 41.817 casos, o que corresponde a 71,9% do total das mortes.

Apesar do Estatuto do Desarmamento ter reduzido a taxa de mortes após 2007, o número de assassinatos por armas de fogo voltou a crescer de forma alarmante. #assassinato