Dois jovens, um de 22 e outro de 19 anos de idade, identificados como Rodrigo Ferreira e Matheus Adams, respectivamente, reagiram de forma bizarra durante um #tiroteio em torno do ônibus que estavam na Baixada Fluminense, no #Rio de Janeiro. Mesmo agachados a fim de se protegerem do tiroteio, onde compartilhavam o chão com diversas outras pessoas, os rapazes decidiram tirar uma fotografia da fatídica cena.

Até o início desta sexta-feira, a foto já havia sido compartilhada mais de 20 mil vezes no Facebook dos garotos. Ambos residem no bairro Pantanal, situado em Duque de Caxias, mas se encontraram ocasionalmente no ônibus coletivo.

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Eles voltavam para casa quando o ônibus teve que parar no meio do tiroteio que ocorria na região, perto da 0h de segunda-feira (29).

Por questão de sobrevivência, os diversos passageiros que estavam no ônibus coletivo deitaram no chão, embora nem sequer soubessem de onde estavam vindo os disparos. Segundo os rapazes, eles se jogaram no chão e, logo depois, tiveram a ideia de tirar a selfie, mesmo considerando a arriscada situação de perigo.

Eles justificaram o fato alegando que são brincalhões. Mas alertaram que, caso ocorra algo do gênero mais uma vez, não farão isso novamente. Adams disse que levou “bronca” de seus familiares por conta da atitude.

Volta para casa

Eles estava no ônibus depois de sair da Faculdade de Direito. O garoto disse ter o sonho de ser delegado quando finalizar o curso.

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Ferreira, por sua vez, trabalha no comércio e havia ido buscar a namorada na faculdade. Os dois, no entanto, alegaram que a moça não pactuou com a ideia da fotografia.

O fato teria levado menos de 10 minutos, conforme disseram os amigos. O motorista teria parado o ônibus coletivo durante a troca de tiros e seguiu viagem posteriormente. Os garotos pensaram que se tratava de um assalto ocorrido na região.

As autoridades policiais, no entanto, não confirmaram ter havido troca de tiros naquele local e horário e não deram mais detalhes sobre os fatos que originaram a selfie.

Os jovens pegam aquela rota para ir para casa todos os dias e afirmaram que jamais haviam passado por um tiroteio antes. Ferreira, no entanto, diz que já soube de diversos casos de tiroteios, inclusive no bairro onde mora.

Ele ressalta também que o bairro está “esquecido” e que situações assim podem ocorrer a qualquer hora ou dia. De acordo com Ferreira, a vida tem que continuar e que troca de tiros em vias públicas, infelizmente, faz parte da rotina de quem vive no Rio de Janeiro. #bala perdida