#Cães treinados pela Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro têm ajudado a apreender drogas no Estado. Apenas em #2017, já foram apreendidos 4 mil quilos de drogas com a ajuda dos cachorros. No passado, foram apreendidos 9 mil quilos, e desde 2011 já foram apreendidos mais de 30 mil quilos, segundo o site do governo do Rio.

Os cães são treinados pelo Batalhão de Ações com Cães (BAC), que conta hoje com 70 animais das raças pastor alemão, pastor belga, malinois, labrador e rotweiller. O treinamento dos cães de forma intensa é feito em quatro etapas: adestramento, treino físico, memorização e busca dos odores.

Além dos cães, os policiais também são treinados para atuarem em conjunto.

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Os cães não têm uma rotina fixa e são escalados em esquema de rodízio, sempre reservando um tempo para descanso.

Segundo o primeiro-tenente do BAC Felipe da Silva Rodrigues, as drogas estão presentes em toda a comunidade carioca. É uma questão de segurança pública portanto, além da polícia fazer a parte dela, a população também deve ajudar nesta missão, denunciando esconderijos de criminosos e onde as drogas estão escondidas.

Em março deste ano, um pastor belga malinois encontrou no Paraná aproximadamente R$ 1 milhão em drogas escondidas no pneu de um caminhão. No total, foram 29 quilos de crack, 4 quilos de cocaína e 2 quilos de haxixe. Três pessoas foram presas durante a ação, segundo fontes do governo do Estado do Paraná.

O uso de cães farejadores para este tipo de trabalho dá-se em função do olfato dos cães ser extremamente desenvolvido.

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Estima-se que o homem tenha cinco milhões de células olfativas, enquanto um pastor alemão tem 220 milhões. Segundo publicação na Revista Brasileira de Medicina Veterinária, há evidências do uso de cães farejadores há mais de 12 mil anos. Em 1888, cães de caça foram utilizados pela Scotland Yard para trabalhar no caso Jack, o Estripador.

A utilização de cães farejadores no Brasil ainda é muito restrita. Em Santa Catarina, a Polícia Civil conta com o auxílio da Academia Canina, que fornece cães treinados na busca de diversas drogas, como maconha, cocaína, heroína, crack etc. Na Europa, Estados Unidos e Austrália, os cães farejadores são amplamente utilizados.

Ainda segundo a Revista Brasileira de Medicina Veterinária, "a capacidade e a eficiência do cão farejador podem ser afetadas por diversos fatores internos e externos, como a motivação e o temperamento do animal, fatores ambientais, como temperatura e umidade relativa do ar, tempo de trabalho e descanso, grau de treinamento e experiência. Além disso, como o cão não trabalha sozinho e sim com o seu condutor, muitos fatores, como a experiência, o humor e o vínculo deste com o cão, também podem afetar a eficiência do animal durante o trabalho". #policial