Já faz algumas semanas que o ex-governador Sérgio Cabral está com um novo endereço: a cadeia Frederico Marques, na cidade do Rio de Janeiro. Pelas investigações e processos em que está envolvido, a cadeia deve ser morada de Cabral por algum tempo. Nesta terça-feira (13), o juiz Sérgio Moro proferiu sua primeira condenação a 14 anos e dois meses de prisão em regime fechado. O ex-governador é réu em outros nove processos e é apontado como chefe de um esquema de cobrança de propina que praticamente faliu o estado do Rio de Janeiro.

Durante as investigações da Operação #Lava Jato, foi revelado que Cabral e sua mulher viveram nos últimos anos uma vida luxuosa, com lanchas, carros importado e jóias, financiados por esquemas de corrupção.

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Para se ter uma ideia do padrão de vida vivido pelo casal, há relatos que Cabral deu de presente a sua esposa, Adriana Anselmo, um anel avaliado em 800 mil reais.

A nova casa de Cabral

Hoje, Cabral está preso em contraste com a sua antiga vida de luxo. Antes, morava no Bairro do Leblon, o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro; agora, divide a cela com outros quatro detentos. O espaço foi reformado recentemente para receber os presos da Lava Jato.

A cela tem o tamanho de 16 metros quadrados, onde há espaço para três beliches, e pode abrigar até seis pessoas. Dentro da cela tem um banheiro, com vaso sanitário e chuveiro com água fria.

Cardápio na Prisão

O ex-governador tem direito a fazer quatro refeições: no período da manhã, almoço, no período da tarde e janta.

No café da manhã, é servido café preto com leite integral, pão francês e manteiga.

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No almoço e na janta o cardápio é arroz, feijão ou macarrão, carne, peixe ou frango e alguns legumes.

Para o lanche da tarde é oferecido bolo e suco. No presídio, as visitas poderão ser feitas todas as quartas-feiras e aos sábados. Cabral terá o banho de sol todos os dias junto a outros detentos.

Sérgio Cabral chefiou esquemas de corrupção, segundo investigações

O ex-governador Sérgio Cabral, conforme aponta as investigações, chefiou esquemas de corrupção em obras no estado do Rio de Janeiro. Uma das obras investigadas é a reforma do estádio do Macaranã, que ultrapassou o custo inicial em R$ 705 milhões. Foi feito vários aditivos e o custo final superfaturado ficou na casa dos R$ 1,2 bilhões.

Cabral foi preso em novembro de 2016 na operação Calicute associada a Operação Lava Jato.

Quem perdeu com toda essa descoberta foi o estado do Rio de Janeiro. A corrupção de anos assolou os cofres públicos; serviços essenciais, como saúde e educação, estão com problemas, além de servidores públicos estarem com salários, férias e décimo terceiro em atraso. #Sergio Cabral #Sergio Moro