Os #Correios anunciaram que os serviços da #e-Sedex se encerrarão oficialmente nesta segunda-feira (19). Em documento publicado pelo site do e-Commerce Brasil, foi informado que todos os serviços chegarão ao fim. Esse comunicado coloca um ponto final e definitivo na opção de envio após a data, finalizando também qualquer contrato com as lojas nacionais e impedindo a renovação de contratos. Uma ação judicial movida pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost) resultou na postergação desse término, obrigando a dar continuidade ao serviço, mesmo depois do anúncio de seu término em novembro de 2016. Porém a medida não poderá ser continuada.

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Os correios alegam que o fim dessa modalidade irá ajudar na redução de gastos, no momento de crise em que os correios se encontram. Em março deste ano, com a greve instaurada, estima-se que a cada dia de revindicação, mesmo com a paralisação parcial, os cofres sofreram uma perda de aproximadamente R$ 6,5 milhões por dia.

O serviço e-Sedex disponibilizava a rapidez do Sedex, com os mesmos prazos de entrega e o custo de uma encomenda convencional (#PAC), movimentando grandiosamente o comércio eletrônico no qual era disponível essa ferramenta de entrega. O que difere é que a área de cobertura é restrita a algumas cidades e há o limite de peso de objetos postados — de até 15 quilos.

Impacto nas operações do comércio brasileiro

Com a retirada do serviço do e-Sedex, os fretes de compras feitas em lojas online devem ficar mais caras, prejudicando a economia e o mercado.

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Segundo a Abrapost, a atividade responde por um lucro de 30% do faturamento das lojas.

A empresa defende que um reajuste seria mais cabível do que o corte total do serviço. Dados apontam que mais da metade da população tem acesso à internet. Seja através de um computador ou smartphone, as pessoas estão cada vez mais conectadas e consequentemente fazendo maior número de compras. Essa realidade só prevê o aumento do acesso no decorrer dos próximos anos, com os e-commerce investindo em oferecer um bom serviço e segurança ao acessar seus sites, garantindo uma compra segura. E isso é o que ajuda a impulsionar o mercado.

Com diversas denúncias de demora da entrega de encomenda pelo PAC, e agora com a indisponibilidade da função do e-Sedex, isso tende a piorar. Como consequência, as empresas que vendem suas mercadorias através dos sites, temem que a população reduza as compras online. E o comércio já fragilizado, se retraia ainda mais.