Em entrevista à revista Veja, a mãe de #Isabella Nardoni, #Ana Carolina Oliveira, fez um desabafo sobre o caso de sua filha e sobre a verdadeira face dos agressores. A entrevista foi motivada pela possibilidade de soltura de Anna Jatobá, que pediu recentemente para migrar para o regime semiaberto.

O crime, que ocorreu em 2008, interrompeu a vida de uma criança, que hoje seria uma adolescente entrando na vida adulta, e aconteceu num prédio de classe média de São Paulo. Os assassinos, o pai da criança, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pela Justiça por conta do crime bárbaro e hediondo.

Publicidade
Publicidade

Anos após a condenação e tendo cumprido um terço da pena, a madrasta assassina pediu a migração de regime para poder voltar a trabalhar e retomar sua vida. Mediante a possibilidade de soltura da agressora e assassina de sua filha, Ana Oliveira foi procurada pelos veículos de imprensa e, indignada, revelou a verdadeira face oculta de Anna Jatobá, alertando as autoridades sobre o risco de colocar, tão cedo, uma assassina nas ruas.

Ana Carolina se revolta com possível soltura de assassina

A ex-madrasta de Isabella Nardoni quer retomar sua vida, estudar e abrir uma confecção de roupas - ela já tem o aval psicológico para isso. Uma psicóloga analisou seu perfil e garantiu que ela não apresenta desvio psicossocial, consegue discernir entre o bem e o mal e que sua soltura é viável, já que ela não ofereceria novos riscos à sociedade.

Publicidade

Chocada com o laudo, Ana Oliveira garante que Jatobá não pode retomar sua vida cumprindo apenas 1/3 da pena. Segundo ela, quem mata uma criança e depois a joga pela janela do prédio para ocultar o verdadeiro crime, não tem, nunca mais, condição de se regenerar.

A madrasta cumpriu nove anos de pena dos mais de 27 anos a qual foi condenada e quer retomar sua vida, enquanto uma mãe nunca mais poderá abraçar sua filha novamente.

O nascimento de seu segundo filho amenizou um pouco a dor da mãe, mas a perda de um filho é um mal irreparável. Pior ainda, quando acontece de uma forma tão brutal e por quem menos se espera.

Face oculta de Jatobá

Apesar das leis permitirem que Jatobá possa progredir para o regime semiaberto - a decisão depende de um juiz -, a mãe de Isabella Nardoni faz um alerta e um apelo ao juiz que poderá conceder tal benefício a assassina.

Para a mãe, quase dez anos em luto, nove anos de cadeia não são possíveis para regenerar uma assassina cruel, infanticida (que mata crianças).

Publicidade

"Nem mesmo os presos concordam com a soltura de Jatobá. Nem o Brasil", disse Ana Oliveira.

“Acho um completo absurdo que uma 'pessoa' (sic) que comete uma atrocidade como essa, um crime que chocou não só eu e a minha família, mas todo o país e até o mundo, esteja tão perto da liberdade, mesmo que provisória”, desabafa Ana Carolina. Ainda reclama que, quando ela for solta, se for, poderá voltar a abraçar seus filhos, mas Isabella Nardoni nunca mais voltará a lhe dar sequer um bom dia. Ela ainda afirma que nem mesmo os presos concordam com a progressão da agressora, já que muitos deles não tiveram o mesmo benefício.

Por fim, Ana Oliveira volta a dizer que não há nenhuma garantia que, em liberdade, a assassina de sua filha não volte a cometer outro assassinato do mesmo gênero. "Não há nenhuma garantia que ela não volte a cometer crimes como esse ou piores", conclui a mãe de Isabella. #Anna Carolina Jatobá