O senador afastado #Aécio Neves (#PSDB) está de volta ao cargo. Aécio foi afastado do cargo de senador após denúncias dos executivos da JBS, de que estaria pedindo uma propina no valor de 2 milhões de reais, sob o pretexto de pagar seus advogados no âmbito da operação Lava Jato. O senador nega as acusações e diz que sua irmã Andrea Neves, intermediária da pretensa negociação, estaria oferecendo a venda de um apartamento no Rio de Janeiro, de propriedade de sua mãe, com valor de venda estimado em 2 milhões de reais. Apesar dessas negativas, a Polícia Federal gravou em São Paulo flagrante da entrega do dinheiro, pelos executivos da JBS, a Frederico Pacheco, primo de Aécio.

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O ministro Marco Aurélio do STF em decisão proferida no dia de hoje (30) restabeleceu o cargo ao senador mineiro, negou um pedido da Procuradoria-Geral da República para prender o senador e já mandou notificar o presidente do Senado Eunício de Oliveira (PMDB) no sentido de ultimar providencias para a normalidade das atividades parlamentares do tucano. O senador também recuperou seu passaporte, podendo, desde já, viajar para o exterior quando bem quiser.

Os motivos do ministro

“É mais que hora de a Suprema Corte restabelecer o respeito à Constituição, preservando as garantias do mandato parlamentar. Sejam quais forem as denúncias contra o senador mineiro, não cabe ao STF, por seu plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato”, afirmou o ministro Marco Aurélio no site do STF.

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Andrea Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo de Aécio, respectivamente, foram presos no dia 18 de maio na Operação Patmos, acusados de serem intermediários no recebimento da propina da JBS, mas estão cumprindo prisão domiciliar na capital mineira – ambos usando tornozeleira eletrônica.

Quando tudo começou

O afastamento de Aécio de suas atividades parlamentares culminou com sua saída da presidência do seu partido, o PSDB, interinamente ocupada pelo senador cearense Tarso Jereissati.

Aécio – eleito senador em 2014 pelo estado de Minas Gerais com mais de 7 milhões de votos - foi afastado do cargo de senador da República em maio deste ano, quando o ministro Edson Fachin determinou medidas cautelares, visando manter a ordem pública e a instrução processual, entendendo que as delações dos executivos da JBS perante integrantes do Ministério Público exigiam tais cautelas. #Supremo Tribunal Federal